Arquivo mensal: março 2013

Nota de apoio à Jornada de Lutas da Juventude Brasileira

A Executiva Municipal do Partido dos Trabalhadores de São Paulo, considerando o amplo chamamento à mobilização da juventude brasileira pelas principais pautas nacionais e regionais promovida pelos movimentos de juventude, e também a importância estratégica que tem as lutas da juventude brasileira para o desenvolvimento do país, saúda os jovens que estarão no próximo dia 26 de Março na capital na sessão paulista da Jornada de Lutas da Juventude brasileira e orienta as demais instâncias zonais, dirigentes partidários e parlamentares a se somarem a essas lutas que pertence ao todo campo democrático e popular de São Paulo.

A Jornada, que tem com meta, avançar nas mudanças e conquistar mais direitos para a juventude, abordará temas fundamentais para o país e para São Paulo, como os 10% do PIB para a Educação, trabalho decente para a Juventude e 100% dos royalties do petróleo e 50% do fundo social do pré-sal para a Educação.

A Jornada ainda será recebida pela prefeitura de São Paulo, o que sinaliza o avanço na relação com os movimentos sociais na cidade.

O Partido dos Trabalhadores de São Paulo-SP apoia incondicionalmente as propostas e estará, via Secretaria Municipal de Juventude do PT, na luta por mais direitos para a juventude paulistana.

Data e Local-

São Paulo | 26 de Março | 9 horas Trajeto: Concentração na Praça da Sé, passando pela Prefeitura e terminando na Praça da República com show Pautas: Contra o genocídio da juventude negra; Reserva de Vagas nas universidades estaduais; Passe Livre prounista; PEC do Pré-sal.

Se liga no Boletim da JPT Sampa! Edição Nº 3!!

Se liga no Boletim da JPT Sampa! Edição Nº 3!!

A pedido de Telhada, Câmara fará homenagem à Rota por atuação na Ditadura

Imagem

O projeto de decreto legislativo 02-00006/2013, de autoria do vereador coronel Telhada (PSDB), homenageará a ROTA pela atuação nos tempos da Ditadura militar e os Boinas Negras, sessão da companhia que atuava na repressão aos guerrilheiros de esquerda. Foram citados na justificativa da homenagem as ações contra os militantes Carlos Lamarca e Carlos Marighella entre outros.

O texto de Telhada aprovado pelos vereadores, retirado do portal da PM, também conta a história da origem dos Boinas Negras.

A sessão em que será feita a homenagem ainda não tem data marcada.

Esses e outras atividades e projetos, articulados pela “bancada da bala” mostram a que vieram esses vereadores e mostra a necessidade do campo democrático-popular travar o debate!

Por Erik Bouzan, com Informações Poder Online – IG

Movimentos ocupam a secretária de Segurança Pública de São Paulo

Imagem

Nesta terça feira, dia 19 de março de 2013, estava marcada uma Audiência pública convocada pelo Comitê Contra o Genocídio da Juventude Negra, Pobre e Periférica para cobrar respostas do Governo do Estado representado pela Secretaria de Segurança Pública (Fernando Grela Vieira), Comandos das Policias Civil (Luiz Maurício Blazeck), Científica (Paulo Argarate Vasques) e Militar (Benedito Roberta Meira). Porém os representantes acima qualificados, não compareceram, deixando evidente o descaso com que são tratados os movimentos sociais aqui em São Paulo.

Após quase quatro meses de negociações e diálogo junto à assessoria da Secretaria de Segurança Pública de SP, o Secretário Fernando Grela Vieira não compareceu à Audiência Pública marcada para o início da noite desta terça-feira, 19 de março. Sem justificativa oficial, os assessores do Secretário já haviam adiantado há cerca de uma semana a possibilidade de ausência do titular da pasta, que traria também o Comandante da PM e o Chefe da Policia Civil, além da chefia do IML paulista. Ao se deparar com a ausência do Secretário, figura indispensável para essa Audiência Pública, os movimentos organizadores da audiência decidiram transforma-la em um ato politico e não deram voz aos assessores em resposta a ausência de quem realmente deveria estar lá.

Cerca das 200 pessoas compareceram ao Salão Nobre do Campus de Direito da USP, no Largo São Francisco, centro de São Paulo, dentre elas representantes das Mães de Maio, do Comitê Contra o Genocídio da Juventude Negra, Pobre e Periférica, da Uneafro, alguns coletivos de movimento estudantil como o ParaTodos, acompanharam um rápido ato político onde os membros do Comitê expuseram um histórico de ações do movimento nos últimos anos, assim como o processo de construção da Audiência. Para os movimentos, a ausência do Secretário significou completo desrespeito à luta pelo fim da violência, e aos familiares de vítimas que estiveram presentes.

Indignados com a falta de respeito e com o descaso dos assessores que teimavam em justificar a ausência das autoridades, os organizadores do COMITÊ, em consulta aos presentes, propuseram uma ato simbólico em frente à Secretaria de Segurança Pública, situada a alguns metros apenas da Faculdade de Direito. Aos gritos de “Cadê o Secretário?”, os manifestantes transformaram o que seria um ato simbólico, em uma ocupação relâmpago da Secretaria de Segurança Pública de SP. Já dentro do hall da secretaria, as mais de 200 pessoas realizaram um ATO, onde militantes, em geral, expuseram uma vez mais sua insatisfação e a cobrança pelo cessar dos assassinatos de jovens negros e pobres nas periferias da cidade.

O secretário, mesmo diante da manifestação em seu próprio “território de segurança”, se recusou a dialogar com os movimentos. Após cerca de uma hora de protestos e ocupação, os manifestantes deixaram o local e terminaram a manifestação em frente às arcadas do campus de direito da USP.

 

AS REIVINDICAÇÕES

Um documento com diversas reivindicações do Movimento no que diz respeito ao fim da violência policial no estado foi protocolado no ato de ocupação da Secretaria de Justiça de SP, realizado no dia 22 de novembro de 2012, mesma data da posse do Secretario Fernando Grella. Foi também neste dia que a Secretaria se comprometeu a receber o Comitê em audiência pública. Na última semana foi apresentado à Secretaria de Justiça um complemento ao documento com dados atualizados.

 

A íntegra dos dois documentos pode ser acessada nos links:

 

 Carta do Comitê ao Governo do Estado em 22 de Novembro de 2012:

http://www.uneafrobrasil.org/images/conteudos/Documento%20comite%20-%2022%20de%20novembro.pdf

 

 Carta do Comitê ao Governo do Estado em 19 de Março de 2013

http://www.uneafrobrasil.org/images/conteudos/Carta%20do%20Comite%20%20para%20Audiencia.pdf

 

 Em síntese, são esses os principais assuntos pautados:

1. Elucidação de chacinas e mortes do ano de 2012/2013;

2. Reconhecimento e investigação dos grupos de extermínio;

3. Redução da letalidade policial com participação da sociedade civil no monitoramento;

4. Garantia de segurança para denúncias;

5. Ouvidoria e corregedoria com autonomia e efetividade no controle e punição;

6. Indenização a familiares e vítimas fatais ou não;

7. Encarceramento em massa;

8. Fim de registros que mascaram a violência policial;

9. Alteração de evidências no sistema de saúde;

10. Qualificar dados sobre violência e letalidade policial;

11. Autonomia e controle interno do IML.

 

A Próxima reunião do Comitê ficou marcada para o dia 2 de abril, no sindicato dos advogados, às 19 hrs.

 

Por Tamires Gomes Sampaio

Juliana Cardoso preside primeira reunião com os novos dirigentes do diretório municipal do PT-SP

A reunião, realizada nesta segunda-feira (18) na sede municipal do partido, reuniu a atual direção do partido e definiu a agenda do mes.

Por Fátima Fazan/DMPT-SP

A direção do diretório municipal do PT de São Paulo está com nova diretoria.

Os antigos dirigentes, que tiveram que deixar seus cargos porque assumiram posição no atual governo municipal, indicaram os nomes que compõem a nova direção que atuará até o fim do ano, quando uma nova diretoria será escolhida no PED (Processo de Eleições Diretas) para os próximos quatro anos.

A presidente Juliana Cardoso junto com os dirigentes definiu a agenda política do mes:

-Reunião da CEM- Comissão Executiva Municipal- 24/3 às 19h00

-Reunião do Diretório Municipal ampliada – 24/3 às 20h00

– Reunião de Planejamento da CEM- 01/4 – dia todo

– Reunião com Presidentes Zonais par organização do PED- 06/4- 9 às 12h

– Ato dos 33 anos do PT- local a ser definido

Conheça quem são os novos dirigentes:

Juliana Cardoso,  presidente

Maria José de Assis, 1º vice-presidente

Marcos Roberto Lustosa Ribeiro, 2° vice-presidente

Paulina Gomes do Sacramento, 3° vice-presidente

Jair Tatto, secretário geral

Marcos César Politi, secretário de comunicação

Álvaro de Abreu Alves, secretário de mobilização

Diomauzo Aprigio da Silva, secretário de políticas públicas

Vera Lúcia Ubaldino Machado, secretária de movimentos sociais e políticas setoriais

João Francisco Ferreira Nascimento, secretário de assuntos institucionais

João Galvino, secretário sindical

Laércio Ribeiro de Oliveira, secretário

Alfredo Alves Cavalcante, secretário de finanças e planejamento

Décio Pereira de Moraes, secretário de organização

Fábio Martins, secretário de formação política

Secretarias Setoriais:

Juliana Borges, secretária de mulheres

Cátia Cristina Dias da Silva, secretária de combate ao racismo

Erik Bouzan, secretário de Juventude

Foto: Junior Galdino/DMPTSP

40 anos de morte de Alexandre Vannuchi foi lembrado por ato e missa Na Catedral da Sé

Imagem

Fátima Fazan/DMPTSP

Na missa em sua memória, Dom Angélico Bernardino Sândalo propôs que a rodovia Castelo Branco, a partir de Sorocaba mude de nome. Passe a se chamar Alexandre Vannucchi Lem

Em uma simples e emocionante homenagem foi celebrada uma missa na Catedral da Sé (15/03) em memória dos 40 anos da morte do estudante Alexandre Vannuchi Leme, que cursava Geologia na USP quando foi assassinado, aos 22 anos. A missa faz parte de uma série de eventos em homenagem a Alexandre Vannuchi, que foi reconhecido como anistiado post mortem pela Comissão de Anistia.

Militante no movimento estudantil e na Ação Libertadora Nacional (ALN), Vannuchi foi morto em 17 de março de 1973.

Participaram da homenagem o prefeito de São Paulo Fernando Haddad, sua esposa Ana Estela, a ministra Maria do Rosário, deputados, senadores, vereadores, presidentes de diretórios zonais do PT-SP e familiares.

Durante a missa várias homenagens foram feitas relembrando aquela época. Alguns trechos da declaração dos Direitos Humanos foram lidos por políticos e o advogado Dr.Mários Simas, que defendeu Alexandre, relembrou fatos históricos daquele tempo.

O ex-ministro de Direitos Humanos Paulo Vannuchi, primo de Alexandre, disse que o evento “é parte de uma longa luta para não esquecer o passado e pensar o futuro”. “O país vigoroso que temos hoje é resultado de luta de gente que foi assassinada como Alexandre e também das que estão aqui hoje”.

Encerrando a cerimônia, o cantor Sérgio Ricardo, cantou a música “” Calabouço “” que compôs na época, lembrando-se de outros estudantes, como Edson Luís de Lima Souto, morto em 1968, no Rio de Janeiro, durante um protesto contra o preço da comida no restaurante estudantil Calabouço.

Diretório Municipal do PT presente na Homenagem

O diretório municipal do PT de São Paulo foi um dos organizadores da cerimônia junto com dezenas de entidades que organizaram também outras atividades.

A primeira atividade relativa aos 40 anos da morte de Alexandre foi realizada no dia 27, às 17h30, com um debate aos calouros da USP. Em 14 de março, aconteceu um show e exposição no Centro Cultural São Paulo. E na sexta-feira (15), a Comissão de Anistia Fez um ato simbólico no prédio da Geologia da USP, encerrando na Catedral da Sé, revivendo um dos momentos mais tensos daquele período.

Para a presidente do Diretório Municipal do PT, Juliana Cardoso,com a anistia de Alexandre Vannuchi será feito um reparo histórico. “ Através da morte de Alexandre Vannucchi,estamos resgatando e reafirmando nosso compromisso com a luta dos direitos humanos”, conclui Juliana.

 

Relembrando a história de Alexandre Vannuchi

Conheça a história de Alexandre Vannuchi nessa entrevista de seu tio Aldo Vannuchi

IHU On-Line – Pode nos contar a trajetória de Alexandre Vannucchi Leme, enquanto estudante e militante do movimento estudantil durante a ditadura militar brasileira?

Aldo Vannucchi – Alexandre Vannucchi Leme, meu sobrinho, é natural de Sorocaba, SP, onde cursou os estud os iniciais, a educação básica, o científico (ensino médio), e o curso normal (magistério): pela manhã ele cursava o ensino médio e à noite, o magistério. Com 18 anos prestou vestibular para o curso de Geologia, da Universidade de São Paulo – USP, passando em primeiro lugar. Era um jovem muito talentoso, estudioso, amava ler e já dominava o inglês com perfeição. No movimento estudantil, distinguiu-se por ser uma liderança intelectual e afetiva: era muito simples nos seus contatos, no jeito de se vestir, tinha facilidade de brincar com os colegas, haja vista o apelido que recebeu dos amigos: Minhoca. Isso porque era franzido de corpo, mas também porque gostava da terra, do chão, da rocha. Não é à toa que queria ser geólogo. No movimento estudantil, destacava-se por essa “fome” de aprender e pela grande facilidade de relacionamento e de conquistar amigos em Sorocaba e em São Paulo.

IHU On-Line – Ele também recebeu alguma influência política da família?

Aldo Vannucchi – Sem dúvida. Os pais dele eram professores e ele, para mim, era o filho que eu ainda não tinha. À época, eu era padre e ele participava comigo de muitas reuniões seja no mundo universitário, porque eu era diretor da Faculdade de Filosofia, embrião da atual Uniso, seja na Igreja, porque eu era assistente eclesiástico da Juventude Operária Católica – JOC. Alexandre participava dessas reuniões, sabia da minha posição em relação à ditadura, porque eu também fui preso logo nos primeiros dias do Golpe de 64. Ele morava pertinho do Seminário Diocesano, onde eu lecionava e, então, desde pequeno estava na minha companhia e recebeu essa influência de toda a família, que sempre foi muito atenta à realidade nacional e, no meu caso, de grande participação política não partidária, mas de muita atuação em favor do pobre, do operário e em valorização do jovem universitário em Sorocaba.

IHU On-Line – Como aconteceu o envolvimento dele com a Ação Libertadora Nacional – ALN?

Aldo Vannucchi – Em São Paulo, assim como no Brasil todo, havia vários movimentos revolucionários num leque muito variado, seja de extrema esquerda, apelando para a violência e para o uso de armas, até outras alas mais atentas a um processo histórico que aconteceria com a atuação intelectual, com transformação progressiva das estruturas. Assim, por exemplo, havia aAção Popular, liderada pela Juventude Universitária Católica – JUC, e a Ação Libertária Nacional – ALN, que reunia tanto católicos como não católicos, marxistas e não marxistas. Alexandre não era marxista; era católico de família católica, mas viu na ALN um caminho válido de afirmar a sua vontade de libertação do povo naquela altura da nossa história.

IHU On-Line – Como acontecia o diálogo entre marxistas e católicos?

Aldo Vannucchi – Nessa época havia um encontro muito comum na tentativa de jovens católicos beberem no marxismo não, evidentemente, a seiva materialista, mas o processo de denúncia do status quo e, ao mesmo tempo, de libertação e redenção da classe operária e de todo o proletariado.

IHU On-Line – À época da ditadura, os jornais publicaram que Alexandre havia sido atropelado. Como aconteceu a investigação da morte dele até se confirmar a notícia de que havia sido morto pelos militares?

Aldo Vannucchi – Ele studava em São Paulo e vinha a Sorocaba a cada 15 dias. Depois, houve uma temporada em que ele não voltou para casa e ficamos preocupados. Na ocasião recebemos um telefonema anônimo, talvez de algum amigo dele, dizendo que ele havia sido preso. Isso aconteceu no dia 17 de março, precisamente o dia em que foi assassinado. Com essa notícia de que ele havia sido preso, tanto eu quanto o pai dele, meu cunhado, começamos uma peregrinação em São Paulo procurando-o em delegacias, hospitais, presídios, sem conseguir informações. Até que, no dia 23 de março, os jornais publicaram a notícia, segundo a ótica oficial da ditadura, de que Alexandre havia sido morto fugindo da polícia, atingido por um caminhão. Novamente, meu cunhado e eu voltamos a São Paulo para procurar informações, as quais não eram dadas de jeito nenhum. Somente conseguimos os ossos dele 10 anos depois da morte.

Mas essa informação de que ele havia sido morto fugindo da polícia é falsa, porque colegas de cárcere dele e testemunhas do tribunal militar, algumas vivas ainda hoje, que estavam em celas contíguas, ouviram, no dia 16 de março, os gritos dele dizendo: “Eu me chamo Alexandre Vannucchi Leme, sou da ALN e não disse o nome de ninguém”. No dia seguinte, após muitas torturas, os carrascos pediram que os outros presos se colocassem de costas para as grades, sem olhar para os corredores, enquanto arrastavam o corpo de Alexandre. Depois, os outros presos viram sangue nos corredores. Então, ele morreu por causa das torturas. Tanto é assim que a família entrou há pouco tempo com um processo pedindo a correção do atestado de óbito dele, não de traumatismo craniano, mas de morte causada por torturas.

IHU On-Line – E conseguiram alterar o atestado de óbito?

Aldo Vannucchi – Não, ainda não. O que conseguimos – e será anunciado hoje (15-03-2012), no encontro em São Paulo – é um documento dizendo que ele não era um terrorista, um subversivo, mas sim um anistiado político.

IHU On-Line – Houve, ao longo desses quarenta anos, alguma declaração do Estado ou dos militares em relação ao caso de Alexandre?

Aldo Vannucchi – Não. Logo após o seu falecimento, a família entrou com um processo, mas ele foi obstruído, porque todos os processos acabavam caindo no Tribunal Militar, onde havia sempre um voto a favor, digamos assim, da verdade e os nove outros votos eram negados. O único voto a favor da verdade naquela altura era do general Rodrigo Jordão, tanto assim que chegou um momento em que ele pediu dispensa daquele tribunal e se afastou.

IHU On-Line – Em 30 de março de 1973, dom Paulo Evaristo Arns realizou uma missa em memória de Alexandre, com a presença massiva de estudantes, colegas e militantes. Como o senhor avalia a atuação da Igreja nesse período?

Aldo Vannucchi – Quando Alexandre foi morto, os estudantes da USP tentaram fazer um grande movimento de denúncia de toda aquela mentira, de toda aquela violência e recorreram a dom Paulo Evaristo Arns. Eles queriam uma manifestação pública dele, da Igreja, até porque o Alexandre, dias antes, havia participado de um debate na PUC-SP sobre a posição da Igreja naquele momento histórico da vida e da história do Brasil. Alexandre foi um dos estudantes que fez perguntas para dom Evaristo e participou daquele debate. DomEvaristo atendeu aos estudantes e falou que, em vez de um movimento público, iriam celebrar uma missa na Sé, e foi o que aconteceu: uma missa com milhares de pessoas, missa envolvida por grande perigo de novas prisões, mas que foi celebrada com muita seriedade, muita devoção, marcando profundamente não só os presentes como também a história da Igreja perante aquela ditadura da época.

Além de dom Evaristo Arns, havia também a atuação de dom Cândido Padin, que era bispo auxiliar de São Paulo. Evidentemente havia domHelder Câmara, do Nordeste, e outros bispos, não muitos, porque infelizmente a ditadura teve apoio de parte significativa do clero e da hierarquia brasileira. Mas domEvaristo e outros marcaram posição especialmente a partir deste caso do Alexandre, denunciando a ditadura, a violência, a censura, a tortura. Dom Evaristo marcou muito, especialmente por ter lembrado que os militares haviam negado à família deAlexandre aquilo que não foi negado ao próprio Cristo: a entrega do cadáver para sua mãe.

IHU On-Line – Como avalia a atuação da Comissão da Verdade no sentido de rever a historiografia desse período? Há alguma expectativa em relação ao trabalho que ainda pode ser desempenhado?

Aldo Vannucchi – A Comissão da Verdade chegou tarde, mas merece todo crédito, todo apoio e esperamos que ela chegue a bom termo. Está havendo muita resistência por parte de grupos que ainda hoje acham que naquele tempo havia disciplina, ordem e até milagre econômico, mas a Comissão da Verdade está fazendo um belíssimo trabalho. Ela está atuando não apenas em âmbito nacional, mas também nos estados, e espero que chegue a bom termo, porque é questão de justiça e de direito: o direito à verdade, à memória, à justiça histórica. Também gostaria de lembrar que, no caso doAlexandre, nós estamos esperando essa declaração de que ele, dentro de toda a verdade histórica, não foi um terrorista, até porque o acusavam de atos terroristas em uma temporada na qual ele estava hospitalizado em Sorocaba. Naqueles dias em que acusam atos de terror praticados por ele, na realidade ele estava hospitalizado aqui na cidade (Sorocaba), porque havia feito uma cirurgia de apêndice, uma apendicectomia. Então, a mentira fica escancarada. Essa Comissão da Verdade está terminando os seus trabalhos, e não queremos mandar ninguém para a cadeia, mas, sim, que o Brasil conheça os nomes dos envolvidos, quais pessoas praticaram atos de terror nos porões da ditadura, quem foram os médicos legistas que homologaram falsos atestados de óbito, quais foram os militares que atuaram no regime, quais foram os delegados da Polícia Civil, quais foram os “paus-mandados” que praticaram tanta barbárie. Só isso e tudo isso é o que nós queremos.

IHU On-Line – Gostaria de acrescentar algo?

Aldo Vannucchi – Simplesmente dizer que depois de dez anos conseguimos, através do molde da arcada dentária dele, identificar seus ossos e trazer a urna contendo-os para enterrar no jazigo da família, em Sorocaba. Depois de ter se passado 40 anos, estamos felizes de prover que a morte do Alexandre é não apenas uma lembrança de luto, mas uma proposta renovada de luta, luta pacífica pela autêntica democratização do nosso país.

#TrocaDeIdeiasO PROBLEMA É A SOLUÇÃO. Por Vagner Souza

ImagemA Secretaria de Educação do estado de São Paulo divulgou esta semana com toda pompa os dados relacionados ao SARESP referente ao ano letivo de 2012. Ela se orgulha em destacar a leve melhora no Ensino Médio que sai dos míseros 1,78 e avança para os vergonhosos 1,91. Cabe lembrar que essa escala é medida do 0 a 10.

Dentre vários fatores possíveis de ser analisados, como a burocracia exorbitante, a precarização do trabalho docente, a falta de estrutura física e tecnológica, a falta de capacidade em formar melhor os profissionais envolvidos, vou me ater na relação entre o sistema educacional e ao aluno.

É evidente que o Estado parte da premissa que o aluno está no auge de suas energias e, por isso, deve ser controlado e se possível encaixotado para não trazer riscos à comunidade escolar e nem a sociedade e por conseqüência aos governos. Coletividade controlada e individualizada não exige mudanças. Este pensamento está posto de forma simbólica na estrutura física das unidades escolares, onde essas parecem cadeiões bem nos centros das comunidades. São muros altos, grades e portões para todos os lados. Para muitos, alunos e professores bons não são aqueles que demonstram potenciais, mas sim, aqueles que não trazem problemas.

Na mesma engrenagem, os funcionários das escolas, em especial, inspetores, pois são eles que tem um maior contato com o alunado, são cobrados a impor a autoridade, sendo comuns os gritos dos mesmos dentro da unidade. Aliás, sabe-se que em algumas unidades escolares, inspetor que não grita não é considerado um bom inspetor. Não existe nem um projeto onde o respeito se dá pela idade, pelo cargo que ocupa, pela cordialidade, é mais fácil impor e gritar.

Por fim, educação que se baseia pela imposição e pelo medo esta fadada ao fracasso. O ensino deve ter princípios libertários, onde o discente consiga enxergar o mundo de forma diferente do que ele esta acostumado no seu dia a dia, que ele possa perceber que é peça importante para uma sociedade mais solidária, mais justa e fraterna.

Antes de alguém fazer críticas, trazendo como argumento, que tudo é ruim porque os alunos não querem saber de nada, os pais e a comunidade pouco se importam, o que também é verídico, é que não se pode cobrar um retorno diferente daquilo que é oferecido. Como já diz o velho ditado, plantamos o que colhemos. Estamos oferecendo medo, os tratamos como possíveis perturbadores da ordem.

No dia em que os discentes forem vistos como solução e não problemas, talvez recebam de volta resultados quantitativos e qualitativos melhores dos que estamos recebendo hoje.

Vagner Souza é Professor de Sociologia e foi Secretário da JPT Sampa nos períodos de 2008 e 2009.

Estudantes se organizam para formar Núcleo do PT na PUC-SP

ImagemNa noite do ontem, 13/03, cerca 15 estudantes fizeram a primeira reunião na tentativa de organizar estudantes, professores e funcionários da PUC-SP. “Foi uma primeira conversa, mas já saímos de lá com algumas tarefas, entre elas a de montarmos um calendário de atividades e reuniões do núcleo e a de divulgarmos para que todos os estudantes, funcionários e professores filiado ou simpatizante do partido saiba e venha construí-lo conosco”, afirma Túlio Pellegrini, estudante de Direito. Também foi discutido a participação do núcleo nas agendas do movimento estudantil.

Uma preocupação também levantada foi a necessidade de se discutir os assuntos internos da universidade, seus problemas e soluções, a qual, para eles, faltam esse tipo de discussão na PUC, principalmente num momento tão delicado.

Além disso, o núcleo surge também com a ideia de se discutir, livremente,  os efeitos dos 10 anos de governo democrático-popular e os principais desafios para o próximo período.

Para entrar em contato mande e-mail para: tulio.tpellegrini@gmail.com

Se você é da PUC e ainda não conhece o núcleo entre em contato e ajude a construir!!

Dirigente da JPT Sampa será Auxiliar da Juventude em São Mateus

Imagem

O militante Marcos Roberto Silvério, conhecido como Marcos Japa, coordenador de Zonais e Nucleação da Direção da Juventude do PT da capital, aceitou o convite para ser auxiliar da Juventude(cargo que tem como função assessorar a subprefeitura nas políticas públicas de juventude) da Subprefeitura de São Mateus. “Estou muito contente com o convite, pois desde o inicio da minha militância, esperava por uma oportunidade de poder fazer algo mais pelo bairro onde cresci”. Japa aponta ainda algumas de suas prioridades: ”Vamos trabalhar para que a juventude de São Mateus tenha mais acesso aos programas públicos destinados à esse segmento. Queremos dialogar com o governo para construirmos no bairro uma Estação Juventude e ainda aumentar o número de beneficiários do programa bolsa trabalho, considerando a vocação regional. É fundamental também articular com as manifestações culturais e movimentos de juventude, São Mateus tem uma grande efervescência de movimentos juvenis”, afirma.

Marcos Japa, 30 anos, milita  nas áreas de Juventude, Criança e Adolescente.

A JPT Sampa te deseja sorte nessa luta!! Estaremos sempre juntos pela juventude de São Mateus!!!!

Dirigente da JPT Sampa será Auxiliar da Juventude em Itaquera

ImagemO militante Kleberson Ferreira, coordenador de Comunicação da Direção da Juventude do PT da capital e Conselheiro Municipal de Juventude aceitou o convite para ser auxiliar da Juventude(cargo que tem como função assessorar a subprefeitura nas políticas públicas de juventude) da Subprefeitura de Itaquera. “Foi muito especial para mim esse convite, minha militância sempre foi em Itaquera e queria muito esse desafio de articular as PPJ´s junto com a Juventude Itaquerense”.

Kleberson Ferreira, 25 anos, é morador de Itaquera e tem militância nas areas de Juventude, Esporte e Comunicação.

A JPT Sampa te deseja sorte nessa luta!! Estaremos sempre juntos pela juventude itaquerense!!