Arquivo mensal: fevereiro 2014

Com a presença de Artur Henrique, JPT Sampa discute desafios para 2014

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Entre os principais assuntos postos em pauta, os grupos debateram temas como reforma política, eleições 2014, formação, comunicação e mídias sociais e organização local

 
Por Debora Pereira, JPT Sampa
Segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Em evento realizado no último sábado (22), a Secretaria Municipal de Juventude do PT da cidade de São Paulo, a JPT Sampa, realizou seu planejamento para o ano de 2014. Aproximadamente 70 pessoas acompanharam o ato realizado no Auditório Amarelo do Sindicato dos Bancários. Isto porque, o evento foi ampliado para além da Direção e aberto para receber a contribuição de representantes de movimentos sociais, auxiliares de juventude das Subprefeituras e conselheiros de juventude da cidade.

A abertura dos trabalhos ficou por conta de uma análise da conjuntura da cidade feita por Artur Henrique, diretor da Fundação Perseu Abramo e ex-presidente da CUT. Ele falou dos elementos simbólicos que representam a gestão Fernando Haddad, da expectativa e alegria que contagiam a Caravana Horizonte Paulista sob o comando de Alexandre Padilha e dos desafios para a manutenção do projeto do PT em nível federal.

“O PT deve estar sintonizado com as demandas que surgiram a partir das manifestações de junho, que pediam uma maior atuação do Estado na vida das pessoas. Mas é preciso entender que Junho já passou e precisamos estar preparados para as novas manifestações, ir pra as ruas e olhar para frente”, comentou Artur Henrique. “Também precisamos repensar os nossos modelos de organização e voltar a priorizar o trabalho de base”, afirmou o dirigente citando o exemplo do campeonato de videogame organizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, na sede da entidade.

Artur Henrique comentou, ainda, o programa de governo elaborado pela JPT Sampa na ocasião das eleições municipais e se mostrou bastante aberto para um diálogo frente ao debate para o trabalho decente para a juventude, educação profissional, economia criativa, entre outros temas relacionados à juventude trabalhadora. “Quero manter esse diálogo com a JPT Sampa e organizar uma reunião de trabalho para conversar sobre estes assuntos”, sugeriu o ex-presidente da CUT, que foi amplamente aplaudido pelos jovens presentes.

Bolsa-Trabalho

Um tema muito presente em todas as falas foi a necessidade da reformulação do Programa Bolsa Trabalho da Prefeitura de São Paulo. Criado na gestão da então prefeita Marta Suplicy, o programa teve centralidade na política social do governo e previa uma ajuda em dinheiro para que os estudantes não evadissem, além de possibilitar o trabalho de formação e cidadania dos jovens do programa.

“Fazer esse debate sobre o Bolsa Trabalho com o Artur foi importante porque é uma pessoa que tem uma visão muito progressista e inteirada sobre o mundo do trabalho, além de ter um importante acúmulo neste debate que é geracional, mas que diz respeito a um potencial econômico e produtivo do país que está sendo desperdiçado”, comentou Erik Bouzan, secretário municipal de Juventude do PT.

“O Bolsa Trabalho voltou a ser pauta novamente na cidade, por meio do importante trabalho realizado pelo Conselho Municipal de Juventude de São Paulo, que aprovou 5 milhões de reais no Orçamento do Município em emenda para o Programa e lutou para o descontingenciamento no começo da gestão. Agora a pauta é rediscutir o programa, ampliar a faixa etária atendida e caminhar para colocá-lo no rol de prioridades da gestão Haddad”, explicou Bouzan.

Encaminhamentos

Na parte da tarde, os participantes foram divididos em grupos de discussão, norteados pelos temas reforma política, eleições 2014, formação, comunicação e mídias sociais e organização local, que apresentaram propostas para a atuação da JPT na cidade de São Paulo.

“A partir das demandas que sugiram, vamos nos debruçar sobre um calendário de atividades que dê conta da realização de um ciclo de debates, uma agenda de ações que se some a agenda do PT pela Reforma Política, além de uma grande atividade de formação ainda no primeiro semestre. Também surgiu como proposta organizar uma atuação mais agressiva nas redes sociais, inclusive potencializando o núcleo de Comunicação da JPT e participando ativamente da construção do Acampamento Digital do PT, que deve ser realizado no mês de Abril”, pontuou o Secretário da JPT Sampa.

Veja mais fotos aqui: https://www.facebook.com/media/set/?set=a.604488346312165.1073741830.333029640124705&type=1

 

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Fundação Perseu Abramo lança Bibliografia do PT

Resultante de quase 10 anos de pesquisa, a obra lista mais de 1,2 mil livros sobre o PT

Por Fundação Perseu Abramo
Terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
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O 5º Congresso Nacional do PT, ocorrido em dezembro de 2013, apontou um novo desafio ao partido: o de realizarmos uma reflexão sobre as experiências acumuladas e sobre as perspectivas futuras do PT e de nossos governos. Este deverá ser o tema da segunda etapa do Congresso, que acontece em 2015.

Afinada com os desafios que se colocam ao PT neste novo momento da história do país – e que são fruto das conquistas da última década – a Fundação Perseu Abramo promove o lançamento de uma nova publicação. Intitulada “Partido dos Trabalhadores: Bibliografia Comentada (1978-2002)”, a obra apresenta mais de 1,2mil livros sobre o PT, publicados em todo o mundo entre 1978 e 2002, acompanhados de resumos. Trata-se de uma subsídio ao debate sobre a história, o legado e os rumos do nosso partido.

Junto aos resumos, o livro apresenta um ensaio que relata as principais iniciativas de tratamento do arquivo histórico do PT e de levantamentos de livros sobre o partido, desde o lançamento do Movimento Pró-PT em 1978 até 2013, com destaque às ações realizadas pela FPA desde que foi instituída em 1996. Juntamente com o Guia de Acervo, este ensaio e os resumos constantes da bibliografia comentada oferecem um quadro abrangente das principais fontes sobre o PT hoje disponíveis para consulta.

“Bibliografia do PT” é mais um produto do Centro Sérgio Buarque de Holanda, órgão da FPA dedicado a preservar, organizar e difundir a memória e a história do nosso partido. Foi produzido por Carlos Henrique Menegozzo, em colaboração com Dainis Karepovs, Aline Fernanda Maciel, Patrícia Rodrigues da Silva e Rodrigo Cesar – todos integrantes ou ex-integrantes da equipe do CSBH –, contando com o apoio da equipe da Editora da Fundação Perseu Abramo.

Dúvidas e sugestões podem ser encaminhadas para: memoria@fpabramo.org.br

“Bibliografia do PT” para download gratuito @http://novo.fpabramo.org.br/sites/default/files/pt_bibliografia_1ed.pdf

Nova cara da juventude é tema do Boletim Linha Direta desta segunda (3)

Na atração, jovens lideranças conversam com a Web Rádio Linha Direta sobre os desafios da juventude petista, os impactos das manifestações de junho e os rolezinhos

 Por Elineudo Meira, Portal Linha Direta
Segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
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O Boletim Linha Direta desta semana recebe Léa Marques, assessora da secretaria Nacional de Juventude da Central Única dos Trabalhadores (CUT), o secretário Nacional de Juventude do PT, Jefferson Lima, o presidente do Conselho Nacional de Juventude, (Conjuve), Alessandro Melchior, o secretário municipal de Juventude do PT da Capital paulista, Erik Bouzan e o diretor de políticas educacionais da União Nacional dos Estudantes (UNE), Pedro Paulo Araújo. Eles falam sobre as principais conquistas do Conselho Nacional da Juventude (Conjuve), os desafios da juventude petista e a relação dos governos petistas com a juventude hoje, além debater sobre as novas caras da juventude.

Léa Marques, assessora da secretaria Nacional de Juventude da CUT, fala da importância da nova cara da juventude brasileira – que, para ela, não segue o padrão de que jovem é estudante. “A juventude vai pra além de estudante, é uma juventude que trabalha e que está interessada em discutir cultura; é uma juventude que está no movimento negro combatendo o racismo, que está aí também contra a discriminação, que hoje tem várias caras. Acho que isso é uma característica da nova juventude”, frisa.

Para o secretário Nacional de Juventude do PT, Jefferson Lima, a mudança das caras da nova juventude é um reflexo dos onze anos dos governos Lula e Dilma. “Essa nova juventude é fruto dos avanços do governo do PT. Desde a eleição do nosso companheiro Lula em 2002, a reeleição 2006 e a eleição da nossa presidenta Dilma 2010. Este período fez com que a classe trabalhadora e uma nova expectativa para a uma juventude brasileira surgisse, fruto das políticas sociais, principalmente na área da educação, do trabalh. Conseguindo decentralizar essa politicas está fortalecendo diversos segmentos da juventude”, afirma Jefferson.

De acordo com o presidente do Conjuve, Alessandro Melchior, o olhar e o perfil da juventude é marcado pelas mudanças da última década. “O olhar sobre a juventude e a cara da juventude hoje são marcados pela última década e pelas ações do governo federal (…) É uma juventude profundamente estudantil, o Brasil dobrou o numero de vagas no ensino médio nos últimos dez anos, a gente incluiu, nos últimos dez anos, praticamente a população do ensino médio do Chile. É uma juventude identificada por essas possibilidades de estudar”, explica Melchior.

Erik Bouzan, secretário municipal da Juventude do PT da capital paulista, fala da importância das manifestações de junho do ano passado e do ‘rolezinhos’. “São dois movimentos diferentes. Nas manifestações de junho você tinha pauta e os rolezinhos são importantes no cenário politico, porque eles evidenciam uma espécie de segregação social que existe mesmo, principalmente lá nas grandes cidades o choque cultural é sempre mais forte”, frisa Erik.

Para Pedro Paulo Araújo, diretor de politica educacionais da UNE, é necessário refletir e dialogar para entender a nova cara da juventude. “Muito se diz que a juventude hoje acordou, repudia primeiramente os partidos políticos, repudia entidades representativas, os movimentos populares e sociais. Acho que temos que entender porque chegamos nesse momento e nessa efervescência e que vão às ruas hoje e de onde vem. Acho importante lembrarmos que tínhamos uma juventude nos anos 90 que ela ia às ruas e buscavam por direitos, e após isso, com a conquista de direito para a juventude como: abertura do mercado de trabalho, acesso a universidade. Agora vivemos o terceiro momento em que as ferramentas que foram criadas não satisfazem plenamente a juventude, a juventude quer emprego, mas também quer autonomia de gastar o que ela ganha”, relata Pedro Paulo.

Ouça a entrevista completa nesta segunda-feira (3), às 18 horas: http://www.radiolinhadireta.org.br