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Convocatória – Foro de São Paulo

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Companheiros e companheiras,

A juventude brasileira vive um importante momento de mobilização,
refletido pelas manifestações democráticas que tomaram conta das ruas
de nosso país. Nos marcos dos 10 anos de governo democrático popular
capitaneado pelo PT que promove justiça social e reconhece na
juventude um pilar para o desenvolvimento nacional as vozes das ruas
pedem mais direitos. Na América Latina, muitos países são governados
por presidentes de esquerda, que caminham no sentido de romper com as
injustiças e fortalecer a soberania nacional, combatendo o
imperialismo norte-americano.

São esses os líderes das nações que construíram e representam as
ideias progressistas de embate e combate à grande crise econômica
internacional que assegurou reações positivas e assertivas à crise,
com crescimento econômico e um surpreendente índice de 6,2% de
desemprego na região – o menor da história.

No Brasil e na América Latina a juventude vai às ruas e se organiza
por mais direitos; já na Europa, os jovens lutam para não perder os
direitos conquistados, inclusive seus empregos.

É neste contexto que nos próximos dias, de 31 de julho a 4 de agosto,
acontece na cidade de São Paulo o XIX Foro de São Paulo, um dos
principais, se não o maior, encontros da esquerda do mundo, que conta
com mais de 100 entidades participantes. No Brasil, entre os partidos
políticos que o integram, estão o PCdoB, o PT e PSB.

O evento, que teve sua primeira edição em 1990, sob iniciativa do
ex-presidente Lula e o então presidente cubano Fidel Castro, reuniu
líderes de 48 organizações e partidos políticos da América Latina e do
Caribe que, após a queda do Muro de Berlim, entenderam a necessidade
de maior integração da esquerda latino-americana para criar
alternativas contra o neoliberalismo.

Durante a realização do evento acontece também o V Encontro da
Juventude do Foro, nos dia 30 e 31. A JPT é protagonista na
organização do evento, através da coordenação nacional de relações
internacionais e com o apoio da JPT Sampa. Desta forma, a Secretaria
Estadual de Juventude do PT convoca todos os militantes do estado de
São Paulo a participarem das atividades do Foro, com foco para o V
Encontro da Juventude.

Todos os filiados jovens do PT estão isentos da taxa de inscrição e
poderão se inscrever como delegados. Para se inscrever e obter maiores
informações, acesse www.forodesaopaulo.org

Rogerio Cruz – Secretáio Estadual da Juventude do PT-SP

Erik Bouzan – Secretário Municipal da Juventude do PT de São Paulo-SP

Serviço
O que: V Encontro de Juventudes do Foro de São Paulo
Quando: 30 e 31 de Julho de 2013
Onde: Hotel Braston. Rua Martins Fontes, 330. Consolação, São Paulo, SP.
Programação dia 30/07 (terça-feira)
16hs – Abertura – UJS, JPT, representantes dos comitês regionais do foro
19hs – Experiências de Política Públicas América Latina e Caribe- ,
Severine Macedo, Yuriri Ayala Zúñiga (deputada PRD) , Gabriela
(Alianza País). Mediador: Gabriel Medina
Programação dia 31/07 (quarta-feira)
9hs- 13hs – intervenções das organizações, membros e convidados
15hs-18hs – A integração latinoamericana, o projeto de desenvolvimento
e a juventude: Fernando Pacheco, UJS, UJC, JUCO, MAS
18hs – O papel da educação na integração latinoamericana
OCLAE, JJCC, Gabriel Alves (juventude do PPL), Frente Amplia, Frente Sandinista

#TrocadeIdeia: Adiós mi comandante! Por Rodrigo Japa

ImagemO dia 5 de março de 2013 ficará marcado como o dia do falecimento de um dos maiores líderes de esquerda da história da humanidade. Hugo Rafael Chávez Frías deixa um grande legado para esta e para as próximas gerações.

Hugo Chávez conquistou o poder nas eleições de 1998, assumindo a presidência da Venezuela em 1999. Assim que tomou posse Chávez deu inicio a Revolução Bolivariana. Uma nova constituição é redigida. O Senado é extinto. Começa uma luta da Venezuela contra o poderio neoliberal. O então presidente passa a estabelecer um governo democrático e participativo, que proporcionava ao povo o direito de participar ativamente na política de seu país. Estabelece uma política de enfrentamento ao modelo neoliberal imperialista americano que se encontrava em seu auge na década de 90. Hugo Chávez se torna liderança fundamental na América Latina, ganhando em 2002 e 2003 aliados no Brasil, com a eleição de Lula, e na Argentina, com a eleição de Néstor Kirchner.

Chávez passa a implantar o chamado “socialismo do século XXI”. Seu governo é baseado no enfrentamento direto a pobreza extrema, democratização do acesso aos direitos básicos do cidadão (educação, saúde, cultura, etc) e fortalecimento do estado. Passa a se contrapor as classes dominantes Venezuelanas, expropriando latifúndios, enfrentando o monopólio dos meios de comunicação, barrando as privatizações, voltando a estatizar empresas já privatizadas e oferecendo aos trabalhadores controle sobre suas produções. Isso fez com que a nação apoiasse o presidente incondicionalmente. Exemplo disso foi quando o povo foi a rua pedir a libertação de Hugo Chávez em 2002, ano em que o capitalismo tentou barrar os avanços sociais do país submetendo o presidente a prisão.

E a política social da Venezuela avançou. Com o controle da industria petrolífera a Venezuela passou a estabelecer metas tais como o fim do analfabetismo e a diminuição da mortalidade infantil. O desemprego caiu pela metade na última década. Em 14 anos de governo a taxa de pobreza do país caiu mais de 39%. O salário mínimo aumentou, tornando-se o maior da América Latina. O número de estudantes universitários mais que dobrou. O governo investiu na área preventiva e curativa da saúde, levando os médicos até a população. Também investiu em rádios e jornais comunitários. A exemplo de outros governos alinhados a esquerda, Chávez teve seu mandato rotulado como assistencialista pela oposição direitista, que assim se refere a todo e qualquer governo que invista em redistribuição de renda e programas sociais.

Na política externa Hugo Chávez também foi grande líder. Se alinhou a países que resistiam a política externa norte-americana como Irã, Coréia do Norte e China. Na América Latina se alinhou ao Equador, Bolívia, Argentina, Nicarágua, Cuba e Brasil. O fruto desse alinhamento foi o estabelecimento e fortalecimento de um senso ideológico comum.

A morte de Hugo Chávez é um forte golpe ao “socialismo do século XXI”. Assim como Ernesto Che Guevara, Chávez se torna símbolo no enfrentamento ao imperialismo, ao capitalismo e as oligarquias. Fica como herança o exemplo e a motivação para tantos e tantas que acreditam e lutam por uma sociedade igualitária. A revolução bolivariana está longe de ter alcançado seu ápice. Muito ainda deve ser feito. Nicolás Maduro terá um papel fundamental nessa história. Poderá ser o homem que impedirá que um governo neoliberal volte ao poder na Venezuela, dando continuidade a revolução iniciada por Chávez.

O povo Venezuelano têm motivos para chorar. Todo apoio e solidariedade ao povo. Adiós mi comandante! “Hasta la victoria siempre!”

* Rodrigo Japa é coordenador de comunicação da JPT-SP