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Direção da JPT Sampa realiza primeira reunião de 2014

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A Secretaria Municipal de Juventude do PT (JPT Sampa) reuniu sua direção na última quarta-feira, 29, na sede do Diretório Municipal, para iniciar a agenda de trabalhos do ano. Na pauta, planejamento, atuação no Conselho Municipal de Juventude e a recomposição da Direção.

Por Débora Pereira

“No final do ano passado, o Diretório Nacional aprovou uma resolução que amplia os mandatos das direções da JPT, que deveria encerrar-se no início deste ano. A agenda de trabalho que construímos no início da gestão está obviamente esgotada e, para um ano tão importante como esse, em que a disputa do nosso projeto passará novamente pelo crivo popular, é fundamental que a JPT Sampa esteja forte, atuante e cada vez mais dirigente”, explicou Erik Bouzan, Secretário Municipal de Juventude do PT.

Desta forma, a JPT Sampa aprovou a realização de um seminário de planejamento, que deve ser realizado no próximo dia 22 de fevereiro. O evento será ampliado, além dos membros da direção, para representantes de entidades e movimentos de juventude da cidade, com o objetivo de pensar o calendário de atividades da gestão até o final do ano, incluindo ações de pré-campanha e atividades as quais a juventude petista da Capital irá se somar.

“O ano começou intenso e vai exigir que tenhamos planejamento, organização e vitalidade”, sugeriu Bouzan, citando o ato realizado na última sexta feira, 24, pela JPT Sampa em conjunto com outros movimentos, em repúdio à ação truculenta da Polícia Civil na Cracolândia. Tal ação, de acordo com o Secretário, “vai na contramão do processo de inclusão social promovido pelo prefeito Fernando Haddad através do programa Braços Abertos”.

Conselho Municipal de Juventude

A reunião pautou também o mandado do Conselho Municipal de Juventude, cuja participação de militantes identificados com o PT se dá em 13 das 17 cadeiras da sociedade civil, que terminou em Outubro e ainda não existe calendário para o processo eleitoral.

“A nossa opção manifestada na última reunião do Conselho foi de que a eleição deveria acontecer nos marcos da aprovação da nova Lei, com alternância da presidência entre poder público e sociedade civil, incluindo cadeiras que estão fora do conselho e com paridade de gênero entre os conselheiros e conselheiras”, afirmou Lea Marques, coordenadora de Mulheres da JPT Sampa e Conselheira Municipal de Juventude na pasta de Gênero e Diversidade Sexual.

De acordo com a dirigente, o documento precisa ser encaminhada para a Câmara para apreciação dos vereadores. “Eu represento a JPT no Conselho Municipal de Juventude e a nossa chapa foi eleita com a bandeira da alteração da Lei do Conselho. Fizemos a nossa parte: elaboramos uma minuta e encaminhamos para a Coordenadoria de Juventude”, complementou Léa.

Vale destaque que a proposta elaborada pelas Conselheiras do CMJ serviu de base para um projeto sancionado pelo prefeito Fernando Haddad, que assegura paridade de gênero em todos os conselhos da cidade de São Paulo. “A ocupação dos espaços públicos pelas mulheres a partir da paridade é uma bandeira da JPT desde 2008, quando aprovou já em seu primeiro congresso essa metodologia, sendo vanguarda de um processo que culminaria com a paridade de gênero em todas as instâncias do PT”, comemorou Debora Pereira, membro do Diretório Nacional e conselheira do CMJ até o início de 2013.

PÓS-PED

Os presentes na reunião comemoraram o saldo do PED para a JPT Sampa, com a indicação de companheiros da direção municipal da JPT que estarão empoderados em novas tarefas no PT. A coordenadora de PPJ, Larissa D’Alkimin, foi eleita presidenta do DZ de Pinheiros; a coordenadora de Movimentos Sociais Janaína Cristina da Silva, está na Executiva do Diretório Estadual do PT-SP, na Secretaria de Nucleação e Mobilização; Léa Marques, coordenadora de Mulheres, está compondo o Diretório Nacional do PT, juntamente com a companheira Debora Pereira, coordenadora de Assuntos Institucionais da Secretaria Estadual da JPT-SP.

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‘Queremos que Vaccarezza defenda reforma política do PT, nada além disso’

Secretário da Juventude do PT de São Paulo afirma que, ao rejeitar proposta de reforma política do partido, deputado “dá as costas às ruas” e ao que elas disseram em junho

por Eduardo Maretti, da RBA

Juventude

São Paulo – Em resposta à entrevista do deputado federal Cândido Vaccarezza à RBA na quinta-feira (3), o secretário estadual da Juventude do PT de São Paulo, Rogério Cruz, afirmou que a corrente do partido da qual faz parte, Construindo um Novo Brasil (CNB), não é minoritária e que a cobrança em relação à atuação do parlamentar é por um posicionamento coerente com as orientações da legenda. “O pedido que já protocolamos no diretório estadual é para provocar o debate no partido no sentido de que a atuação dele enquanto parlamentar do PT tem de estar alinhada com o pensamento do partido. Não estamos cobrando nada além disso.”

O grupo pede a expulsão de Vaccarezza. Segundo Cruz, o deputado “tem um problema de concepção de sua atuação parlamentar”. No entanto, o secretário de Juventude afirma que o canal do diálogo não está fechado. “Nós estamos abertos, se ele quiser, para debater isso.”

Na entrevista, Vaccarezza atribui a pressão por sua saída do partido a grupos isolados do PT. “Este é um ato (o pedido protocolado) de pessoas que não deveriam estar no PT, que nunca se encontrarão numa posição majoritária e sempre fizeram parte de grupos que não defendem as posições do partido”, afirmou o deputado. Ele também disse que está “sintonizado com as alianças e coligações” defendidas pela maioria do partido e segue as orientações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidenta Dilma Rousseff, inclusive com o PMDB.

“Quanto a nós sermos de grupo isolado, eu acho que quem é de grupo isolado é ele, que é de uma corrente regional do PT (Novo Rumo, no estado de São Paulo). Não somos minoritários nem no PT nem na Juventude. A CNB é a maior corrente do partido. Mas a discussão não é uma briga entre mim e ele, entre quem conduz a Juventude e ele.”

Para Rogério Cruz, “o problema que representa o Vaccarezza transcende qualquer discussão interna de correntes. A posição é unânime, da juventude do PT do estado de SP, não é minha. Dizer que somos minoritários demonstra que ele não conhece a juventude do partido em São Paulo e não sabe qual é a correlação de forças interna”.

A respeito da política de alianças que Vaccarezza diz seguir sob orientação de Lula, Cruz afirma que o parlamentar “está misturando tudo”. “Uma coisa é política de aliança para disputa eleitoral, outra para governabilidade, e outra coisa é o que ele está fazendo, que não tem nada a ver com política de aliança. Ele ter aceitado o convite do Henrique Alves, contrariando a indicação do PT, é um fato grave”. Ao rejeitar a proposta de reforma política do PT, na opinião do secretário de Juventude, Vaccarezza “dá as costas às ruas, ao que as ruas disseram em junho”.

“Nós não estamos discutindo política de alianças. Quando falamos de reforma política estamos discutindo que ele transformou a proposta de reforma política numa minirreforma eleitoral que vai discutir cavaletes (a proposta da minirreforma proíbe cavaletes com propagandas em vias públicas)”, esclarece Rogério Cruz. “O que estamos cobrando dele é com base no que o Diretório Nacional vem aprovando. O DN aprovou uma proposta de reforma e queremos que o deputado defenda isso no Congresso.”

Convocatória – Foro de São Paulo

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Companheiros e companheiras,

A juventude brasileira vive um importante momento de mobilização,
refletido pelas manifestações democráticas que tomaram conta das ruas
de nosso país. Nos marcos dos 10 anos de governo democrático popular
capitaneado pelo PT que promove justiça social e reconhece na
juventude um pilar para o desenvolvimento nacional as vozes das ruas
pedem mais direitos. Na América Latina, muitos países são governados
por presidentes de esquerda, que caminham no sentido de romper com as
injustiças e fortalecer a soberania nacional, combatendo o
imperialismo norte-americano.

São esses os líderes das nações que construíram e representam as
ideias progressistas de embate e combate à grande crise econômica
internacional que assegurou reações positivas e assertivas à crise,
com crescimento econômico e um surpreendente índice de 6,2% de
desemprego na região – o menor da história.

No Brasil e na América Latina a juventude vai às ruas e se organiza
por mais direitos; já na Europa, os jovens lutam para não perder os
direitos conquistados, inclusive seus empregos.

É neste contexto que nos próximos dias, de 31 de julho a 4 de agosto,
acontece na cidade de São Paulo o XIX Foro de São Paulo, um dos
principais, se não o maior, encontros da esquerda do mundo, que conta
com mais de 100 entidades participantes. No Brasil, entre os partidos
políticos que o integram, estão o PCdoB, o PT e PSB.

O evento, que teve sua primeira edição em 1990, sob iniciativa do
ex-presidente Lula e o então presidente cubano Fidel Castro, reuniu
líderes de 48 organizações e partidos políticos da América Latina e do
Caribe que, após a queda do Muro de Berlim, entenderam a necessidade
de maior integração da esquerda latino-americana para criar
alternativas contra o neoliberalismo.

Durante a realização do evento acontece também o V Encontro da
Juventude do Foro, nos dia 30 e 31. A JPT é protagonista na
organização do evento, através da coordenação nacional de relações
internacionais e com o apoio da JPT Sampa. Desta forma, a Secretaria
Estadual de Juventude do PT convoca todos os militantes do estado de
São Paulo a participarem das atividades do Foro, com foco para o V
Encontro da Juventude.

Todos os filiados jovens do PT estão isentos da taxa de inscrição e
poderão se inscrever como delegados. Para se inscrever e obter maiores
informações, acesse www.forodesaopaulo.org

Rogerio Cruz – Secretáio Estadual da Juventude do PT-SP

Erik Bouzan – Secretário Municipal da Juventude do PT de São Paulo-SP

Serviço
O que: V Encontro de Juventudes do Foro de São Paulo
Quando: 30 e 31 de Julho de 2013
Onde: Hotel Braston. Rua Martins Fontes, 330. Consolação, São Paulo, SP.
Programação dia 30/07 (terça-feira)
16hs – Abertura – UJS, JPT, representantes dos comitês regionais do foro
19hs – Experiências de Política Públicas América Latina e Caribe- ,
Severine Macedo, Yuriri Ayala Zúñiga (deputada PRD) , Gabriela
(Alianza País). Mediador: Gabriel Medina
Programação dia 31/07 (quarta-feira)
9hs- 13hs – intervenções das organizações, membros e convidados
15hs-18hs – A integração latinoamericana, o projeto de desenvolvimento
e a juventude: Fernando Pacheco, UJS, UJC, JUCO, MAS
18hs – O papel da educação na integração latinoamericana
OCLAE, JJCC, Gabriel Alves (juventude do PPL), Frente Amplia, Frente Sandinista

Entrevista LD: “A juventude brasileira é vítima, não criminosa”, afirma Alessandro Melchior

Em entrevista ao Portal Linha Direta, o novo presidente do Conjuve diz que a mídia tem uma imagem equivocada do jovem e que é a reforma política é necessária para ampliar a participação política desse segmento

 
Por Elineudo Meira – Portal Linha Direta
Sábado, 25 de maio de 2013

ImagemAos 26 anos, o estudante de Direito Alessandro Melchior foi eleito o novo presidente do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), órgão ligado à Secretaria Nacional de Juventude e vinculado à Secretaria-Geral da Presidência da República. A eleição ocorreu durante a 33ª reunião ordinária do colegiado, no dia 16 de maio.

Tendo uma biografia política de lutas junto aos grupos juvenis, Melchior iniciou sua militância no movimento estudantil secundarista, na cidade de São José do Rio Preto, no interior paulista. Filiado ao PT, também foi membro da União Municipal dos Estudantes Secundaristas (UMES) na cidade.

Em 2008, começou a atuar no movimento LGBT, sendo eleito membro da Comissão Executiva do Fórum Paulista LGBT. Posteriormente, foi indicado para a Coordenação de Juventude da ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais), representando esta instituição desde 2010 no Conjuve.

Em entrevista ao Portal Linha Direta, Melchior fala sobre a sua candidatura, as principais ações, o papel do Conjuve e o debate em torno da redução da maioridade penal.

Portal Linha Direta: Como foi a eleição para a presidência do Conselho Nacional da Juventude?

Alessandro Melchior: No processo de construção da nossa candidatura, procuramos inicialmente as organizações e movimentos com os quais possuímos mais afinidade programática. A partir daí, partimos para o diálogo com outros parceiros e os compromissos foram se construindo. Então, de início, nossa candidatura já partiu como reflexo desses compromissos, dessa plataforma conjunta.

O momento eleitoral em si, reuniu quatro candidaturas, todas legítimas e com um conjunto de princípios e propostas em comum. Com esse quadro, procuramos dialogar também com as outras candidaturas, olhando sempre para a necessária unidade que o Conselho precisa ter para dar conta dos desafios colocados. Duas das outras três candidaturas se retiraram para nos apoiar e o resultado foi um apoio majoritário do conjunto de movimentos, organizações e outros atores juvenis, inclusive alguns governamentais, confiando na proposta de unidade que apresentamos.

Portal LD: Quais serão as principais ações do Conjuve em sua gestão?

AM: É importante, antes de tudo, dar continuidade ao trabalho que já vem sendo desenvolvido. Precisamos, nesse sentido, fortalecer as comissões e grupos de trabalho do Conselho e isso passa, necessariamente, por romper algumas travas burocráticas que têm emperrado os trabalhos. Além disso, temos importantes temas a serem tratados. A aprovação em definitivo do Estatuto da Juventude, que está no horizonte, nos colocará a necessidade de pensar um Sistema Nacional de Juventude. Enfrentar a redução da maioridade penal é outro ponto central, que traz no bojo outras discussões importantes, como a política de drogas equivocada que existe hoje no Brasil e a violência contra a juventude, especialmente a juventude negra e pobre. Entrar na seara do debate em torno dos direitos humanos também é um foco, mas isso passa por enfrentar o que nos atrasa, que é um sistema política anacrônico e uma mídia oligopolizada e aliada da corrupção e do atraso.

Portal LD: Em sua opinião, qual o papel do Conselho Nacional de Juventude perante a sociedade?

AM: Olha, o Conjuve foi criado em 2005, juntamente com a Secretaria Nacional de Juventude e o Projovem (Programa Nacional de Inclusão de Jovens). Isso foi feito na esteira de um processo mais amplo, de criação de mais conselhos e realização de conferências nacionais, que fortaleceram na sociedade brasileira a noção de participação e controle social. Nesse sentido, o Conjuve é um espaço institucional, não é um espaço da sociedade civil. E é um espaço consultivo, não deliberativo, por isso, nosso papel e nossa importância, estão proporcionalmente vinculados à nossa capacidade de debater temas que reflitam avanços de direitos para a juventude brasileira. Isso não é apenas debater PPJs( Políticas Públicas de Juventude), mas debater o desenvolvimento do Brasil, nossos mecanismos de gestão, as reformas estruturais que podem resultar nesses avanços.

Portal LD: Como você avalia a participação política do jovem brasileiro na atualidade?

AM: Tem um discurso produzido pela mídia privada e pela direita de que o jovem de hoje é alienado e politicamente indiferente. Isso não encontra nenhum paralelo com a realidade. Acabamos de sair de uma importante jornada de lutas da juventude brasileira, que reuniu diversos movimentos juvenis, em uma pauta unificada e expressa por atos públicos organizados com muito esforço e dedicação. O fato é que não há qualquer fomento à participação política na sociedade, por isso precisamos de uma reforma do nosso sistema, de um sistema político que estimule a participação do povo e da juventude brasileira, garantindo financiamento público, paridade de gênero e renovação geracional, entre outras coisas.

Portal LD: A maioridade penal tem sido motivo de muita discussão, qual a posição do Conjuve quanto a isso?

AM: Na sexta-feira, 17 de maio, realizamos um primeiro ato que expressou nossa disposição em enfrentar os inimigos da juventude brasileira, que agora se organizam com essa bandeira em punho. Reunimos a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente e outros parceiros, quando aprovamos uma nota pública contra a redução da maioridade e qualquer proposta de endurecimento das medidas aplicadas aos adolescentes e jovens. A juventude brasileira é vítima, não criminosa. Morrem mais de nove mil pessoas entre zero e 19 anos assassinadas anualmente no Brasil. Os assassinatos nessa faixa etária respondem por 40% das mortes por causas externas. Quem quer encarcerar a juventude pobre e negra não quer debater isso. Mas nós vamos fazer esse debate.

Portal LD: Qual recado que você dá à juventude do PT?

AM: Precisamos entender a diferença entre partido e governo(s). Temos que compreender as limitações dos nossos governos pela conjuntura em que foram eleitos, pelas alianças necessárias, mas nossos quadros nesses espaços são quadros do partido e defender a mídia oligopolizada, elogiar aliados da ditadura e não atuar em defesa dos direitos humanos, não são bandeiras do Partido dos Trabalhadores. Para terminar, resgato uma frase do argentino José Ingenieros: “Juventude sem rebeldia, é servidão precoce”.

 

O PED 2013 será da Juventude! Por Erik Bouzan

O 4º Congresso Nacional do PT deu um passo importante para a juventude petista ao estabelecer que 20% das instâncias partidárias fossem ocupadas por militantes com menos de 30 anos. A hora é de encarar o desafio da transição geracional

ImagemÉ notório que o Partido dos Trabalhadores tem nos últimos tempos dado passos importantes no fortalecimento de sua juventude. Bastante citado pelos nossos dirigentes e parlamentares, o assunto “Juventude” se tornou de fato de suma importância para o partido e a preocupação em dialogar cada vez mais com esse segmento tem crescido.

É fato, também, que o reconhecimento desse segmento como fundamental não só para uma vida longa ao partido (não somos apenas os dirigentes de amanhã, mas também os de hoje!), mas para a continuidade do caráter revolucionário e progressista do PT foi fruto do crescimento da própria militância da juventude partidária. Tivemos avanços organizacionais, deixamos de ser, depois de muita pressão e ousadia, um setorial para sermos reconhecidos como instância partidária, embora não sem dificuldades para consolidarmos essa visão, além da própria estrutura organizacional, onde precisamos avançar muito mais.

Porém, foi com a aprovação ousada no seu 4º Congresso da cota de no mínimo 20% de militantes de até 29 anos em todas as instâncias de direção que o PT deu o passo mais importante no empoderamento aos jovens militantes do maior partido de esquerda da América Latina.

Único nos partidos brasileiros (como é de praxe no PT) e possivelmente também em outros países, senão muito raro, a cota irá dar uma nova dinâmica para a construção partidária. Em tempos de V Congresso e da necessidade da atualização de nosso programa, a experiência de termos uma nova cara, mais jovem, nos espaços de direção será saudável e positivo para continuarmos sendo um partido que traz o novo, sendo de esquerda e revolucionário.

O principal debate que se coloca é que fortalecer a juventude vai mais além do que fortalecer os espaços de juventude. Ou seja, conquistar outro status para as instâncias de juventude, criar autonomia política e intensificar seus espaços de atuação majoritária (como o movimento estudantil, a construção das PPJ´s, entre outros) é fundamental, mas insuficiente. É preciso incorporar o olhar geracional no que tange a política partidária, nos rumos do partido, de fato. Em suma: é preciso criar condições para uma transição geracional qualificada.

Temos todas as condições de dar um salto de qualidade nesta transição geracional em curso, fortalecendo o partido, renovando-o, lançando mão da ousadia de nossa militância para atualizar nosso projeto partidário e darmos sequência ao projeto democrático popular em curso. Mas a tarefa não é fácil e precisamos ficar atentos a certos vícios que, sabemos , podem ocorrer.

Não é preciso lembrar que quando se institui cota é preciso estar atento à forma como se é implementada. Queremos uma inclusão qualificada dos jovens nos espaços partidários! Espaços esses que são em todos os níveis, desde nacional até, em nosso caso, nos diretórios zonais, passando pelas direções plenas e pela Executiva.

A juventude petista militante é a que deve ocupar esses espaços. Sempre incentivando a juventude filiada, mas sem militância orgânica, para se apropriar desta oportunidade.

Além disso, temos jovens militantes em praticamente todas as instâncias, correntes, grupos ou mandatos. Portanto, é inadmissível o argumento de que “não temos jovens” na instância. E por mais que a afirmação seja verdadeira faz-se urgente repensar o diálogo com os jovens da região, entendendo seus anseios e suas perspectivas, incentivando sua participação.

Para isso a interação com a Secretaria Municipal de Juventude é importante. Portanto, reforçamos que onde não conseguir completar os 20% de jovens, a instância deixará a vaga em aberto.

Por fim, é preciso também construir esse novo modelo organizacional em conjunto com as outras mudanças também instituídas: a paridade de gênero e a cota étnico-racial. A priori, o fato de elas poderem se entrelaçar não significa reduzir sua capacidade de inserção, porém transformar esse caso em regra pode enfraquecer todas essas conquistas.

O desafio está apenas começando, sabemos que não é fácil, mas temos convicção de que o PT sairá mais forte, em um novo patamar de organização e demonstrando a quem interessar toda nossa pujança de transformar esse num país mais justo e igualitário, rumo ao socialismo democrático!

Erik Bouzan é Secretário Municipal de Juventude do PT de São Paulo