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Núcleo de Políticas de Drogas (NPD-PT) se reúne e tira ações para o período

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O Núcleo de Política de Drogas do Partido dos Trabalhadores de São Paulo (NPD-PTSP) se reuniu na última quinta-feira, 30, para planejar futuras ações do grupo. Criado em 2013, o objetivo do NPD-PT é discutir e pautar o tema das drogas dentro do PT, bem como dialogar com os movimentos que dialogam com a temática.

O coordenador do NPD-PT, Eduardo Portela, explica que, dentre os encaminhamentos, está a promoção de ciclos de debates para o aprofundamento e a politização sobre o tema das drogas. O núcleo não descarta a realização de discussões nos Diretórios Zonais, “promovendo o debate e disputa sadia de idéias”. “Queremos dialogar com a militância do PT um tema que é tabu na sociedade e, sendo um PT um reflexo dessa sociedade, também encontra resistência entre muitos petistas. A linha de diálogo que construímos no Núcleo é a do combate ao proibicionismo e à criminalização e extermínio da população pobre sob pretexto de segurança pública”, explica Portela.

O grupo, que participa da construção da Marcha da Maconha, deve levar como proposta para a primeira reunião do ato de 2014, a realização de um Encontro Antiproibicionista na semana que antecede a Marcha. “Também daremos continuidade ao processo de construção e fortalecimento de um campo antiprobicionista de esquerda, através do BEC (Bloco da esquerda Canábica), que conta com militantes de partidos de esquerda e ativistas pela redução de danos”.

Ato pede mudança na atual lei de drogas

Por Eduardo Silva e Thaisa Torres*

ImagemOcorreu ontem, no Viaduto do Chá, centro de São Paulo, uma distribuição gratuita de drogas, contra o PL 7663/2010 do deputado federal Osmar Terra (PMDB/RS) que corre em regime de urgência para votação na Câmara Federal.

O ato foi organizado por integrantes da Marcha da Maconha, com o objetivo de alertar para o retrocesso representado pelo PL 7663/2010 para a política de drogas no Brasil. Anunciado como distribuição gratuita de drogas, o evento gerou polêmica mesmo antes de ocorrer; veículos tradicionais da mídia paulistana, como o grupo “o Estado de São Paulo” que divulgou o ato em tom alarmista. Um repórter do grupo Rede TV chegou a perguntar se os integrantes iriam distribuir “maconha”. Apesar de ostensiva presença policial, o ato ocorreu sem qualquer incidente, e a distribuição de drogas como álcool, cigarros, medicamentos, café, chás, balas e revistas Veja ocorreu normalmente.
O ato foi uma forma de ironizar o atual estado da lei de drogas no Brasil, onde o consumo drogas lícitas porém com conseqüências sociais danosas, como o álcool é aceito normalmente e quando não raro, incentivado culturalmente. Já a maconha, cujo impacto social é muito reduzido e que já foi legalizada em diversos países por suas propriedades medicinais, continua sendo criminalizada.

Para os ativistas, este PL vai na contramão de uma política de drogas eficaz pois perpetua a falta de critérios que diferenciem usuários de traficantes, uma porta aberta para interpretações preconceituosas que só prejudicam a juventude da periferia, pobre e negra. O projeto propõe também a internação compulsória, prática condenada pela ONU por representar uma afronta aos direitos humanos.

É de suma importância que a Juventude Petista participe das atividades que antecedem a marcha e das reuniões de organização. A Marcha da Maconha, ocorrerá este ano em 27 cidades brasileiras, em São Paulo, ocorrerá no dia 8 de junho, com concentração no vão do MASP na Avenida Paulista às 14:00.

Eduardo Silva e Thaisa Torres são militantes da JPT Sampa e da Marcha da Maconha