A disputa pelo Estado – Complexa, mas não impossível. Por Bruna Tamires

11750718_725547334218412_2449104165092918090_nUm fenômeno inovador das relações sociais foi o capitalismo. Um modelo de vida em sociedade, pautado na acumulação e no individualismo, no trabalho pelo trabalho e na valorização do mérito. Mais do que ver esse modelo formando as relações econômicas, distribuindo bens e serviços para os que já possuem bens e serviços e devolvendo farelos para a classe pobre e trabalhadora, vemos também a economia capitalista dando seu próprio formato ao Estado.

Há quinhentos anos a gestão do país, regras, leis e formas de comportamento, é feita pela elite econômica e intelectual (aquele grupo de gente que tem terra e dinheiro para comprar e por preço no conhecimento). Donos das terras e dos meios de produção, esse grupo político se alimenta da energia das classes mais baixas para poder viver, e num ciclo de castigo e exploração utiliza o Estado como ferramenta opressora de direitos e a mídia como formadora de opiniões que não incentivam a reflexão.

A esquerda, contrária ao modelo capitalista e defensora de ideias progressistas de base socialista, revolucionou ao conseguir ocupar o Estado por doze anos, desde 2002, e fomentar políticas sociais que com esforço redistribuíram bens e serviços que foram distribuídos de forma imensamente precária e desigual aos trabalhadores durante séculos.

Doze anos e o Partido dos Trabalhadores realiza uma tarefa de luta, mas não forte o suficiente para superar os vícios de um Estado criado para a opressão. Para garantir nossas políticas sociais e o poder de voto nos espaços de disputa do Estado o PT recorreu às ferramentas do patrão na esperança de ver crescer o progresso do proletariado. A estrutura do Estado capitalista e opressor nos empurra para o modelo de compra e venda de ideias e projetos, para os acordos implícitos e para a guerra silenciosa, pois a curto prazo tudo se incendeia e o longo prazo é de dura construção.

Ocupar cargos públicos e realizar o trabalho de base (processo que estimula a participação política e o desenvolvimento coletivo) simultaneamente é o que ainda não fomos capazes de fazer durante os nossos anos de gestão, a comunicação entre a base e os que ocuparam o Estado enfraqueceu e os trabalhadores hoje, maioria jovem, negra, pobre e periférica, tiveram a memória histórica camuflada pela mídia parcial e esquecida pela falta de notícias sobre ações e resoluções para o presente.

Ser esquerda, e principalmente esquerda negra, e disputar o Estado significa, no mais concreto das ideias, trabalhar pela equidade e contra a exclusão, tudo dentro de um sistema que em cada linha de lei e em cada norma implícita deseja excluir pessoas diferentes e acumular recursos para a elite.

A única ferramenta capaz, até agora, de disputar o Estado mantendo o viés da esquerda enfrenta hoje dificuldades passíveis de ocorrer com qualquer outro agrupamento de pessoas que se aventure a querer ocupar os espaços do dominador tradicional, pois é muito mais fácil ser vencido pela utilização das armas tradicionais do que criar novas formas inovadoras e positivas de participação e disputa política

O Partido dos Trabalhadores, enquanto arma de disputa, possui plenas condições de recuperar seus princípios e estabelecer novos métodos para aprofundar a atuação política dos antigos e novos trabalhadores, que são jovens, negr@s, LGBTTs, imigrantes e lutadorxs diários, é preciso apenas transparência, comunicação democrática e, acima de tudo, vontade de querer construir.

*Bruna Tamires é estudante de Gestão de Políticas Públicas da Universiade de São Paulo e conselheira de juventude eleita pela JPT Sampa.

Proposta de carta programa – eleições do Conselho Municipal da Juventude

A Juventude quer mais cidade!

A cidade de São Paulo vive uma efervescência política cultural, cujo estopim foram
os movimentos de junho de 2013, majoriatriamente encabeçados pelas juventudes.
Entendemos que aquele momento explicitou o desejo do povo brasileiro, e principalmente das
juventudes, por serviços públicos de qualidade, pela concretização do direito à cidade, e pela
sua afirmação como protagonista dos rumos da política e da dinâmica das cidades no país.
Reivindicar a cidade significa lutar, dioturnamente pelo fim do genocídio que atinge
a juventude negra e periférica; significa exigir mais espaços para lazer; significa lutar pela
possibilidade de realizar um curso superior; significa lutar pela ampliação do acesso ao passe
livre estudantil e mesmo ao passe livre pleno para todas e todos; significa ter acesso ao busão
24hrs e lutar pela expansão das linhas de ônibus da cidade; significa a efetivação do direito à
moradia e à saúde.
Tudo isso exige luta, mas também depende de um diálogo franco e honesto com o
poder público que possibilite o apoio efetivo do executivo, ao anseio da juventude paulistana
em ocupar os espaços públicos da cidade em sua plenitude seja por meio dos pancadões, e da
construção de atividades culturais propostas e conduzidas pela periferia, seja pelo amplo
acesso às políticas e aos serviços públicos de forma igualitária em todos os territórios da
cidade.
Reconhecemos muitas das conquistas dos últimos anos beneficiaram diretamente as
juventudes, mas estamos certos que a conquista por direitos é cotidiana e apenas começou!!
Para o próximo período estamos dispostos a lutar pelo avanço na democratização dos
espaços públicos; pela inversão da lógica de cidade que prioriza os carros, para uma cidade
que priorize as pessoas; por mais canais de diálogo com as juventudes; mais espaços para o
lazer; melhores oportunidades de ensino; um olhar mais sensível às realidades vividas e
sentidas na periferia; o avanço constante na mobilidade urbana, principalmente em relação à
tarifa, para avançar na perspectiva da tarifa zero; ampliação das poíticas que podem garantir o
direito à moradia; o combate à especulação imobiliária; a ampliação do acesso à saúde, para
as juventudes e para o povo.
Entendemos que diante do cenário nacional, onde pautas conservadoras avançam
rumo à retirada de direitos da classe trabalhadora, as juventudes têm o compromisso de lutar,
em qualquer âmbito, municipal, estadual e federal, pela manutenção e pelo aprofundamento
dos seus direitos. Sobre esta matéria entende-se que é vital o combate às propostas de redução
da maioridade penal e ou aumento do tempo de encarceramento dos jovens menores de idade.
É crucial disputar as ideias na sociedade, e sabemos que apenas as juventudes são capazes de
superar este sentimento de ódio e ressentimento que paira sobre a política brasileira. Não
aceitaremos que medidas que retiram a liberdade das juventudes, especialmente pobre, negra
e periférica, sejam implantadas diante da falta de informação do povo e que caminham na
contramão daquilo que entendemos como as direções apontadas em Junho de 2013.
No âmbito municipal, ainda que hoje as pautas progressistas encontrem algum lugar
de interlocução com o poder executivo, também assistimos a tentativa de avanço da pauta
conservadora na discussão do Plano Municipal de Educação na Câmara, onde setores
conservadores da população paulistana pressionam pela retirada da discussão de gênero e
diversidade das diretrizes a serem seguidas pela educação municipal. Não podemos permitir a
perpetuação de uma lógica educacional que reforça machismos, homofobia, transfobia e todos
os tipos de violências e preconceitos. É necessário fortalecer a pauta dos direitos humanos sob
uma perspectiva de esquerda no sistema educacional, e o papel das juventudes neste cenário é
fundamental!
Um dos principais fatores de segregação social e genocídio da população pobre em
nossa cidade é o combate criminalizado ao consumo de drogas. Tratar a administração de
substancias ilícitas como unicamente caso de polícia, se mostrou não apenas ineficaz para a
diminuição do consumo, como trouxe consequências duríssimas aos nossos jovens da
periferia. A lei de drogas, em exercício desde 2006, mais que triplicou a quantidade de presos
por tráfico, passamos de 31 mil para 138 mil encarceramentos, em sua grande maioria jovens,
negros e pobres. Esta política ineficaz gerou consequências ainda mais devastadoras, como
melhor exemplo o preconceito. O jovem, negro e pobre passou a ser morto sob o argumento
de que era traficante. Como é sabido, mais de 50% dos presos por tráfico possuíam pequenas
quantidades, estatística essa que se aplica aos assassinados pela polícia. Entendemos que a
solução para o combate ao tráfico e ao consumo excessivo de drogas está na luta política, na
educação e na informação. Defendemos que essa é uma questão de saúde pública, direitos
humanos e não deve ser tratada como uma pauta exclusiva das juventudes.
Entendemos por fim que o direito à cidade pleno só será atingido sob a perspectiva
de transformação da cidade, ou seja: o direito à cidade não pode ser reduzido ao “direito ao
acesso da cidade”, é preciso proporcionar à juventude ferramentas de transformação do
espaço urbano, estimulando a ligação desta com a cidade, cultivando o sentimento de
pertencimento e zelo pelo espaço público. É crucial que sejamos capazes de transformar nossa
própria realidade, e para isso estamos dispostas e dispostos à trabalhar, lutar e transformar São
Paulo em uma cidade mais jovem, diversa, colorida, humana e principalmente mais igual.
Nesse contexto, uma gestão forte e combativa à frente dos debates no Conselho
Municipal dos Direitos da Juventude é fundamental. Sua composição reformulada e ampliada,
com a garantia da paridade de gênero e a incorporação de outros segmentos e temáticas, torna
sua atuação mais legítima e representativa dos segmentos e das pautas levantadas pelas
juventudes paulistanas. Dentre suas principais atribuições estão: o monitoramento do
orçamento municipal destinado a juventude e a formulação e o acompanhamento das políticas
públicas de juventude executadas em âmbito municipal.
Dessa forma, entendemos que para o Conselho exercer suas atribuições de forma
efetiva, é de vital importância a compreensão do seu papel político e da disputa de valores no
imaginário na sociedade. Por isso deixamos aqui explícito, quais lutas estamos dispostos a
travar na conquista de uma cidade mais humana e jovem!
Juventude do PT da cidade de São Paulo

Artigo: Consolidar as PPJ´s e avançar na relação com os jovens da cidade.

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É preciso pensar a Coordenação para além de um espaço gestor e articulador das PPJ´s  e se efetive como um polo interativo da juventude na gestão, articulando demandas e fazendo a disputa política de nosso projeto neste segmento que hoje é o principal formador de opinião do país.

Por Erik Bouzan

Em janeiro de 2013 escrevi  um artigo contribuindo com aquilo que considerava ser os principais desafios da gestão Haddad nas políticas de juventude.  Afirmei que o desafio não era pequeno, afinal, as políticas de juventude haviam sido praticamente inviabilizadas, perdendo sua relevância no arcabouço das políticas públicas.  Em contrapartida, a gestão passada foi muito eficiente na repressão aos artistas, na truculência policial, enfim, na velha forma, mas ainda muito presente, de tratar a juventude como um problema social.

Passados dois anos da gestão Haddad é possível dizer que, depois de quase uma década de abandono e desprezo pelas Políticas Públicas de Juventude, a cidade volta a pensar nesse segmento e planejar um conjunto de ações e políticas que reconheçam os jovens como  sujeitos de direitos e estratégicos para o desenvolvimento da cidade.

Os desafios se baseavam em  três eixos estruturantes: institucionalização, participação e descentralização das PPJ´s. Somados e assegurando a transversalidade das demandas, assegurando suas especificidades, tais eixos eram a base para colocar as políticas para a juventude em um outro patamar.

De fato, muito se avançou durante esses dois anos. A Coordenação de Políticas para a Juventude teve papel de destaque na formulação e no diagnóstico dos jovens da cidade, além de iniciar um importante diálogo com os movimentos de juventude. A principal ação da Coordenação, o programa Juventude Viva, em parceria com o Governo Federal, tem caminhado a passos largos. O estudo das regiões prioritárias, os comitês locais e seus articuladores regionais que já iniciaram  suas funções trarão uma nova dinâmica e referência para a juventude pobre, negra e periférica, que pela primeira vez terá um conjunto de ações do poder público, articulado com 14 secretarias, que visa diminuir a vulnerabilidade dessa juventude, os maiores expostos à violência física e moral.

A elaboração do Mapa da Juventude, que será divulgado em breve é outra conquista importante. Necessário para elaboração do diagnóstico deste segmento, ele servirá para atualizar o perfil, as características e a diversidade das juventudes. Vale lembrar que o primeiro e único diagnóstico deste tipo foi realizado pela gestão Marta.  O portal e o Guia da Juventude que também serão lançados em breve demonstra que o trabalho produzido ao longo desse tempo começa a dar seus resultados mais importantes.

Além dessas, a intensificação do VAI, o fortalecimento do CCJ, as praças de WiFi, as ciclovias e as faixas exclusivas de ônibus, o Passe Livre Estudantil e Busão 24 horas dentre outras ações mostram como a gestão vem mudando concretamente a qualidade de vida da juventude paulistana.

Mas apesar destas valiosas conquistas, há ainda muitos desafios que devemos enfrentar.

É preciso pensar a Coordenação para além de um espaço gestor e articulador das PPJ´s  e se efetive como um polo interativo da juventude na gestão, articulando demandas e fazendo a disputa política de nosso projeto neste segmento que hoje é o principal formador de opinião do país.

É necessário entender que a política de juventude não se restringe à Coordenação. Ampliar a sua capacidade de articulação política para dentro do governo, é fundamental para garantir a transversalidade e a capacidade de interação dessas políticas. A Coordenação deve sistematizar, acompanhar e impulsionar essas ações, mesmo não sendo a gestora.

Precisamos nos conectar mais às juventudes organizadas e, principalmente, às não organizadas. Para isso, a descentralização da agenda da Coordenação é fundamental. Uma agenda que localize, reconheça, valorize e estimule as vocações e potencialidades de cada região, mas que também se caracterize como um polo norteador do jovem da região.

É preciso observar os elementos que distinguem as juventudes da periferia, do centro e dos bairros mais abastados, reconhecendo sua identidade e estimulando seus aspectos mobilizadores.

Longe de desconsiderar o esforço da Coordenação em agir nessas frentes, potencializá-las se faz necessária.

Alguns dos desafios

Para garantir essa territorialização, é urgente reorganizar e fortalecer os Auxiliares de Juventude (que, aliás, seriam mais bem denominados Coordenadores Regionais de Juventude). Os auxiliares devem ser os principais agentes propulsores das PPJ´s e devem ter autonomia para a articulação política na região com os movimentos e toda a juventude. A defesa das ações da prefeitura na ponta é um dos maiores desafios e os auxiliares têm papel central nesse processo.

Com base no Mapa da Juventude e nos processos de participação, a construção do Plano Municipal de Juventude será a consolidação do trabalho de diagnóstico e formulação das PPJ´s realizados durante esse tempo. Um Plano que traduza os anseios e as demandas de uma juventude tão diversificada quanto estratégica para o desenvolvimento pleno da cidade.

A eleição para o Conselho Municipal dos Direitos da Juventude é algo que não pode mais esperar.  Estamos devendo neste que pode e deve ser um espaço central de articulação das demandas da juventude paulistana. Se conseguirmos a importante vitória da reformulação da Lei, o que garantiu um conselho mais democrático é preciso iniciar o mais rápido possível o processo eleitoral, com um chamamento amplo dos movimentos e com a garantia da descentralização da eleição para que envolva um maior número de jovens.

Além do Conselho, é fundamental estimular espaços de organização da juventude, menos institucional, como meio de socialização e participação da Juventude, criando canais permanentes de diálogo com os diferentes movimentos juvenis.

Ampliar a relação com movimentos de juventudes passa por entender sua dinâmica própria, tanto os ditos mais tradicionais quanto os novos coletivos e organizações da periferia paulistana de caráter mais cultural e com forte atuação em comunicação e produção de conteúdo.  Não à toa o VAI é uma das políticas mais bem demandadas pela juventude de periferia. É preciso aproveitar esse caldo político.

A tarefa não é fácil. Muito já foi feito, mas ainda há muito por fazer. Um tempo novo para juventude paulistana está lançado, o momento agora é de colher os frutos, atualizar os desafios e avançar ainda mais, defendendo nosso projeto e contribuir para uma cidade plena e preparada para o futuro.

Erik Bouzan é Secretário da JPT Sampa

Resolução: Por uma política pública de transportes que privilegie o acesso, a qualidade e o direito à cidade.

1016810_481346371959697_1877489837_n São Paulo, 08 de Janeiro de 2015

O Partido dos Trabalhadores sempre se posicionou na luta a favor de um transporte público de qualidade, que beneficiasse não somente a juventude, mas toda a população. Basta lembrar que a luta pela tarifa zero começou em uma gestão petista na cidade de São Paulo, assim como a luta contra a máfia dos transportes para a implementação do Bilhete Único e reorganização do sistema, que possibilitou o barateamento das tarifas para o conjunto da classe trabalhadora e dos estudantes.

Dessa maneira, e como não poderia deixar de ser, a Juventude do PT historicamente se posicionou contra os aumentos tarifários, que afetam diretamente a população. Assim como em situações anteriores, em junho de 2013, estivemos nas ruas defendendo a reversão do aumento das tarifas de ônibus, metrô e trem. Lembramos que o movimento estava com a pauta única de redução da tarifa e as mobilizações culminaram em um grande movimento político, ultrapassando os limites do município tomando proporções nacionais. Emergem no debate, questões fundamentais relacionadas ao financiamento do transporte público.

Entendemos que a mobilidade urbana é um direito fundamental e universal, portanto defendemos políticas de congelamento e barateamento das tarifas para democratizar o acesso e a livre circulação na cidade.  A perspectiva da tarifa zero só será possível com a inversão da lógica do transporte. A prioridade deve ser o transporte público coletivo, em detrimento do transporte privado.

Sobre a atual política de transportes do município de São Paulo

A gestão do prefeito Fernando Haddad, vem demonstrando diversos esforços na construção de um novo modelo de transportes na cidade. Nesse sentido, cabe destacar a não renovação e a convocação de uma auditoria dos contratos. Da mesma forma, tem investido na infraestrutura, melhorando a frota de ônibus, wi-fi nos ônibus, mais corredores e faixas exclusivas, reorganização do tráfego, estímulo aos novos meios de transporte, implantação de ciclovias e ciclofaixas, além do anúncio das linhas noturnas, uma das principais demandas da juventude paulistana.

Desta vez, apesar do reajuste a prefeitura apresentou uma série de avanços que colaboram para a inversão da lógica do transporte público da cidade. Dentre as quais devemos destacar: a desapropriação das garagens de ônibus, o congelamento das tarifas dos bilhetes – mensal, semanal e diário e a criação da tarifa zero para estudantes de escola pública de baixa renda, que passarão a contar com uma cota de 48 viagens mensais gratuitas, contribuindo para o acesso à educação do jovem e para o direito à cidade.

As medidas adotadas apontam para a construção de uma nova política tarifária para a cidade, obrigando o governo estadual tucano a se adequar a esse novo cenário. Este novo marco nos transportes, simbolizado pelo bilhete único mensal, proporciona uma maior mobilidade na cidade, superando os limites da lógica pendular – trabalho – residência – trabalho e residência – escola – residência, beneficiando a todos os trabalhadores/ trabalhadoras e estudantes que utilizam o transporte público cotidianamente.

Entretanto, reforçamos a necessidade de legitimarmos os espaços criados como resposta às demandas apresentadas em junho de 2013, assim como o empoderamento e o fortalecimento do diálogo com a sociedade civil e movimentos populares, tornando a política participativa e transparente formulando respostas coerentes às demandas apresentadas pela população e mais especificamente pela juventude paulistana.

Entendemos como parte do processo democrático, que manifestações contrárias ao aumento das tarifas de ônibus, metrô e trens são legítimas e carregam bandeiras historicamente ligadas ao campo democrático popular de esquerda e ao Partido dos Trabalhadores. Não à toa muitas das conquistas atuais são frutos das mobilizações populares pelo transporte público de qualidade.

Repudiamos todo e qualquer tipo de violência e estaremos atentos a possíveis abusos que possam ser cometidos contra os manifestantes pela polícia militar comandada pelo governador Geraldo Alckmin, que já sinalizou o uso ostensivo da força com a utilização de balas de borracha e a técnica de “envelopamento” em que a polícia cercará os manifestantes.

Avançar nas conquistas

A JPT Sampa está empenhada em construir uma plataforma em conjunto com os movimentos para apresentar à sociedade e ao governo.  Nesse sentido, para aprofundarmos as mudanças na política de transportes da cidade, defendemos:

– Municipalizar a CIDE e inverter a lógica de financiamento.

– Rever o pacto federativo, com a consequente discussão do papel da união no financiamento do transporte público.

– Avançar no debate sobe a criação da Empresa Pública Municipal de Transporte.

– Alterar o critério do subsídio, atualmente por passageiro, por quilometragem;

– Ampliar o público beneficiário da tarifa zero, de forma a contemplar segmentos de baixa renda, ainda não incluídos na política.

– Reduzir o lucro das empresas concessionárias do serviço, dos atuais 15% em média para em torno de 7% conforme o valor praticado no mercado atual.

– Realizar audiências públicas em todas as subprefeituras para apresentar os resultados da auditoria realizada nos contratos.

– Fortalecer o diálogo e a participação da sociedade civil no processo de formulação das políticas públicas municipais.

Chamamos a todas as forças progressistas para a um amplo processo democrático de construção de uma agenda de luta por uma política de transporte público de qualidade.

 

Juventude do Partido dos Trabalhadores da cidade de São Paulo

A FESTA ROLEZINHO

Por Regiz Munhos

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Já tem um tempo que quero escrever sobre Rolezinho, agora sob pressão de algumas pessoas tomo vergonha na cara e escrevo.

Os rolezinhos, reuniões de muitos jovens em Shopping Centers com intuito de sociabilizar além de festejar e divertir são agora assunto ultrapassado. Para o olhar do historiador muito pelo contrário, se tratam de fenômenos sociais e culturais de grande importância a serem estudados com seriedade.
O grande fato é que tal fenômeno foi tido por muitos conservadores como uma “aberração da vagabundagem” de adolescentes da periferia ou como exemplo de “Baderna” e “Vandalismo” atente-se leitor, aos dois últimos adjetivos, pois estes são muito interessantes. Da mesma forma o Rolezinho foi visto pelos progressistas, socialistas e muita gente da esquerda como um ato totalmente subversivo, politizado ou um grito contra o sistema opressor que exclui os jovens da periferia e estes, agora altamente politizados e munidos de uma vontade explosiva de desejo de mudança, resolvem tomar os shoppings da burguesia capitalista. Certo de que ambas as visões estão munidas de uma grande cegueira ideológica, venho por meio desta tentar mostrar o que talvez seja só mais uma visão tão cega quanto as outras.O grande trunfo dos conservadores é facilidade imensa de emplacarem termos altamente anacrônicos no imaginário social. O termo Baderna é um desses. Este que vos escreve, certo dia foi alertado por um amigo próximo sobre uma senhorita de origem italiana chamada Marietta Maria Baderna[1]. Baderna nascida na Itália efervescente no período da unificação fazia parte de uma CIA de dança italiana que durante a ocupação da Áustria viajou o mundo dançando e protestando contra a invasão. Em meados do século XIX essa CIA desembarca no Rio de Janeiro para apresentações. Ousada, Marietta de glúteos apetecíveis incrementa seu espetáculo com danças afro brasileiras, enlouquecendo seus seguidores que viriam a serem os “Badernas”. Badernista hoje é uma construção histórica social usada com muito entusiasmo pelos militares durante os anos de chumbo e que perdura até os dias de hoje. Outro exemplo anacrônico é chamar a turma de “Vândalos”. O termo é se não, um comportamento conferido aos Vândalos, grupo étnico que ocupou parte do Império Romano no norte da África, que significava destruição das coisas belas e vulneráveis. O nome vândalo vem do tronco linguístico Germânico que significa vagar, algo muito próximo do que os conservadores costumam chamar muita gente que quebra banco ou nossos “Rolezeiros”. Ou seja, outra anacronia. Os conservadores ainda dizem que o que a turma do rolezinho queria mesmo eram os tênis das grandes marcas. Sábios dispensáveis.
A esquerda algumas vezes tem o penoso costume de tratar qualquer espécie de manifestação de cunho social como um grito dos excluídos contra a opressão capitalista. Quanto ao que dizem os conservadores, a devida atenção já foi dada. A visão da esquerda é a que mais interessa. O Rolezinho surge para a esquerda como uma forma dos jovens lutarem contra a segregação imposta pelo capitalismo neoliberal. Seria no mínimo estranho achar que os jovens de um bairro como o de Itaquera estariam, mesmo que subjetivamente, se manifestando contra essa opressão num bairro de periferia como Itaquera que por si só já é segregado. Não discordo totalmente dessa visão, mas ela é incompleta e deixa lacunas que passam a serem preenchidas por ruídos e ruído é som de pouca intensidade e confuso. Talvez as idéias de um já falecido historiador inglês, possa nos ajudar a preencher um pouco mais essas lacunas com som compreensível. Edward Palmer Thompson discordava vigorosamente de qualquer visão estruturalista que acaba por excluir as pessoas, as “gentes”, dos processos históricos. Para Thompson tradição, cultura e costumes populares são essenciais para dar cabo do entendimento dos acontecimentos históricos. Pensar o fenômeno “Rolezinho” com uma abordagem thompsoniana pode ajudar a compreendê-lo. O “Rolezinho” não é um fenômeno político, mas muito menos é um fenômeno apolítico, tem raízes profundas crivadas nas contradições sociais sim, mas tem raízes também explicadas por questões de ordem moral, cultural e tradicional. Da privatização dos espaços públicos surgem os shoppings centers. Centros privados de consumo que não são espaços públicos de convívio. Vivemos em são Paulo mais de vinte anos da pura privatização de tudo que venha a ser espaço público. O consumo se encontra não em um lugar sociável e em comum, mas sim em um espaço com um dono que tem um preço e gera um lucro. A organização da cidade é pensada de forma que a periferia torne-se uma região dormitório e não uma região social de utilidade plena. As pessoas que vivem nesses espaços vivem nesses e os usufruem, sejam privados ou não. A década de oitenta, período marcado pela carestia, foi um exemplo do conflito entre público e privado nos campos moral/cultural e não só no econômico.

Motivados culturalmente pela moral cristã, que opunha as leis do mercado às necessidades das pessoas, muitos moradores dos bairros de subúrbio, organizados em suas paróquias por vários padres, passaram a saquear mercados para garantir, em tempos de super inflação, sua alimentação básica. Essas pessoas usufruíram esses espaços privados e do mercado quando os saquearam. O liberalismo noventista derruba a super inflação, mata os espaços públicos, aprofunda a segregação social urbana e intensifica a pobreza, o mercado se torna ainda mais preponderante. Pensar o rolezinho é opor o mercado com sua maldita mão à tradição e costumes populares. É crucial entender que aqueles que participaram dos rolezinhos fazem parte de uma classe social, a classe trabalhadora, e o que identifica essa classe, bem como outras classes, é o que há em comum entra cada sujeito pertencente a ela e seus interesses.Ora, desde os primórdios da história as pessoas se encontram em espaços públicos ou não para celebrarem seja lá o que for e a festa é uma celebração. Diversão é uma marca da festa que implica em encontros sociais que geram sociabilidades duráveis ou menos duráveis, nos dias de hoje uma “ficada”. Festas além de interação estão sempre embotadas de alegria dos festeiros e sempre regadas à música. Festa é uma tradição social e histórica. A fala dos Rolezeiros está carregada de festividade e celebração:

“A ideia inicial foi reunir os jovens para se encontrar no shopping e fazer as coisas normais que os outros fazem: tomar sorvete, conhecer pessoas novas” afirmou ele. “A intenção foi mesmo fazer um meio de lazer, que a gente não tem em Guarulhos nem em São Paulo. No fim de semana, jogo bola, empino pipa com a criançada e internet. A única coisa que a gente tem é isso. O único lugar de lazer é o Bosque Maia, que não tem atrativo para jovem.” [2]

O trecho faz parte de uma entrevista com um dos jovens organizadores dos Rolezinhos. Assim como essa fala existem outras dezenas e em varias entrevistas que qualquer site de busca pode listar em alguns cliques. O Rolezinho é uma apropriação de um local que antes privado torna-se então público. Mas essa apropriação como já defendida antes, não é totalmente política por não ser apenas um grito da juventude excluída já que essa hipótese não da conta de explicar profundamente os fatos. Ora, é uma juventude que vem de um contexto histórico governamental a nível federal muito diferente e é uma juventude consumista e despolitizada que vê no Funk Ostentação seu ideal de vida. Não é apolítica por demonstrar que sim, o conflito de classes existe, e se reflete na apropriação do espaço privado impelido por interesses festivos de diversão em comuns que não são levados em consideração pelo liberalismo, é o conflito entre a tradição e o mercado. Há que se levar em conta os traços culturais dessas apropriações. Vivemos em uma sociedade de consumo onde cada um é um simulacro de um estilo de vida completamente irreal e irresponsável. Os jovens das várias classes sociais estão dentro dessa sociedade, todos querem consumir as belezas oferecidas pelo admirável mundo do consumo. A festa rolezinho tinha em seu fundo musical, o polêmico Funk Ostentação (vale lembrar que a idéia aqui não é polemizar sobre a música e sim analisá-la), retrato desse simulacro do mundo consumista. Não cabe a texto abordar a qualidade da música e sim ressaltar o contexto que ela acontece e o que ela reflete. Ela é legítima por ser ouvida por pessoas que agem por vários estímulos inclusive por um contexto na qual a ela se insere. A música é mais um dado cultural a ser observado por ser parte do contexto festivo e por representar um movimento e uma forma de agir e pensar social. Portanto é importante, para aqueles que gostam de análises profundas, fugirem do pensamento estruturalista, unilateral e raso. Os Rolezinhos são mais do que a demonstração da estrutura maligna do capitalismo liberal, a história é feita por pessoas que agem em comum em seus contextos sociais. Eles são retratos de como uma classe pode agir em relação àquilo que ele mesma forma.

Esses jovens constituíram um formato de sociabilidade festiva estimulada pelos seus interesses em comum, que também está impregnada pelo consumismo e dessa forma se apropriaram não de uma forma política em nem apolítica, de um espaço do mercado que não os pertencia. O rolezinho é uma festa e qualquer festa está sujeita a incontáveis tipos acontecimentos, pessoas morrem em festas da mesma forma que filhos são gerados nelas. A festa rolezinho tem caráter social que torna público o privado e não reivindica nada se não diversão.

[1] Para quem se interessar pela história de Marietta: CORVISIERI, Silverio. Maria Baderna a bailarina de dois mundos. Ed Record. 2001. São Paulo.
[2] http://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/intencao-foi-so-fazer-lazer-diz-organizador-do-primeiro-grande-rolezinho/

Regiz Munhoz é coordenador de Juventude Sindical da JPT Sampa

JPT-SP realiza 3° Festival de Cultura e Arte

Evento tem parceria com a Direção Nacional e deve reunir artistas, coletivos e militantes da cultura vindos de diferentes lugares

ImagemA Secretaria Estadual de Juventude do PT de São Paulo vai realizar o seu 3° Festival de Cultura e Arte nos dias 30 e 31 de maio e 1° de Junho, na Cidade de Guarulhos, macro Alto Tietê, região da Grande São Paulo. O evento acontece concomitante e em parceria com o Festival Aldeias da Juventude da Secretaria Nacional da JPT.

A ideia do evento é reunir diferentes expressões artísticas de jovens que de alguma maneira são militantes da área da cultura, na perspectiva de debater uma nova política cultural para o estado de São Paulo, bem como apresentar uma agenda que avance em ações exitosas apresentadas pelo Ministério da Cultura.

O evento terá debates, oficinas, workshops, cursos, apresentações e deve contar com a presença de lideranças, dirigentes e parlamentares vindos de todo o estado. As sugestões de atrações e discussões poderão ser encaminhadas através do email contato.jptsp@gmail.com, até o dia 15 de Maio.

Está é a terceira edição do evento, que já foi realizado em Paranapiacaba (Macro ABC, 2005) e São Carlos (Macro Ribeirão, 2010). A novidade desta edição é a realização de um Festival Virtual de Bandas. “É uma forma de prestigiar artistas que estão começando e que não tem muito espaço. Também queremos que o Festival não seja um espaço que se encerre, mas a consequência de um processo prévio e um marco para a elaboração de uma nova política de cultura para o estado”, explicou Rogério Cruz, Secretário Estadual de Juventude do PT-SP.

As bandas premiadas se apresentam no evento e a mais curtida fará a abertura do show principal do Festival. 

Não é necessário ser filiado ao PT para participar do festival. No entanto, é necessário realizar inscrição prévia e em caso de lotação do alojamento ou outras atrações do festival, os filiados e filiadas terão prioridade. As inscrições serão online e estrão disponíveis a partido do dia 15 de Maio.

A programação será divulgada em breve.

Leia a Carta de Orientações: http://www.linhadireta.org.br/download/noticia/orientacoes_festival_jptsp.pdf

 

Curta a página da JPT no Facebook para mais informações: https://www.facebook.com/JPTSPoficial?fref=ts

Artigo: PT dá o tom da campanha eleitoral: a Reforma Política. Por Erik Bouzan

 

ImagemA opção de travar essa disputa política está alinhada com a mobilização dos principais movimentos sociais do país que estão organizando o Plebiscito Popular pela Constituinte Exclusiva do Sistema Político

Nos últimos dias 2 e 3 ocorreu o 14º Encontro Nacional do PT, que discutiu tática eleitoral e as diretrizes para programa de governo. Além dos documentos aprovados demonstrarem, os discursos de Lula e da presidenta Dilma foram precisos e, acima de tudo, deram o tom propositivo que o partido pretende levar para a disputa eleitoral que será a Reforma Política. 


Isso não é pouca coisa. A opção de travar essa disputa política está alinhada com a mobilização dos principais movimentos sociais do país que estão organizando o Plebiscito Popular pela Constituinte Exclusiva do Sistema Político. Além disso, sinaliza um novo passo nas mudanças promovidas pelos nossos governos, aliás, almejado há tempos pela esquerda, que são as reformas estruturais. 

A companheira Débora Pereira, membro do Diretório Nacional definiu com precisão o novo ciclo que se abre e o próximo passo das reformas. “Embora nossos governos tenham implementado uma série de políticas no sentido das reformas estruturantes que defendemos desde a fundação do partido, é preciso reorganizar o pacto com a sociedade e com os aliados em torno de um novo ciclo de modernização do Brasil, expressando as novas lutas democráticas que se anunciam, por exemplo, pelas Jornadas de Junho, além de outros movimentos sociais, sejam tradicionais ou não.” *

A estratégia inicial, que nos levou a vitória contra o neoliberalismo e o bloco político conservador permitiu que uma nova agenda se estabelecesse. A plataforma desenvolvimentista acompanhada da distribuição de renda, dos avanços sociais e da participação popular inaugurou um novo ciclo de desenvolvimento social e econômico que permitiu forte ascensão social das camadas populares e uma nova configuração de classe. O surgimento de uma nova classe trabalhadora, antes renegada ao desinteresse do mercado e desassistida pelo Estado, remodelou a estrutura piramidal do país. Isso só foi possível por conta de uma coalização produtivista entre setores da burguesia descontentes com o rentismo da Era FHC e a classe trabalhadora, diretamente atingida pelo problema estrutural do emprego. É bem verdade que esse novo bloco político não confrontou sistematicamente o capital financeiro, mas seu espaço foi diminuído e diversas vezes se ensaiou enfrentamentos maiores, que foram abandonados por conta da correlação de forças desfavorável. 

Se a estratégia inicial colocou o país em outro patamar de desenvolvimento, por outro lado não conseguiu avançar nas reformas pela própria dinâmica e composição. 

Organizada pela lógica colonialista, historicamente nossa burguesia foi e lutou contra as reformas estruturais. Sem projeto de desenvolvimento próprio, negou reformas que a própria burguesia realizou em outros países, como a reforma agrária. É evidente que, pelo processo histórico, nossas instituições(parlamento, judiciário etc) são fortemente marcadas por essa cultura e ocupado pelos setores da burguesia conservadora e colonial. 

Fica colocada, então, a grande questão que circunda nossos governos há tempos: como destravar essas reformas? 

Se avançarmos e posto em prática parte de nosso projeto democrático-popular sem grandes conflitos com o capital, esse processo fica cada vez mais difícil justamente pelos avanços obtidos. É cada vez mais visível a reaglutinação de setores em torno de uma ofensiva rentista e conservadora. 

As Jornadas de Junho recolocou no cenário político o movimento de massas, fruto da reconfiguração de classes realizadas em nossos governos. Resolvido o problema estrutural do emprego, os setores populares visaram o avanço dos serviços públicos e da mobilidade, parte do processo de estabilidade social. As manifestações evidenciaram, também, a crise das instituições públicas e do nosso modelo de representação. Elas inauguraram um novo ciclo de lutas sociais e o PT tem todas as condições de protagonizar a resposta a essas demandas colocando o debate da reforma do sistema político como centro da disputa de ideias e de projeto. 

A presidenta Dilma, em seu discurso no 14º Encontro afirmou: “Com esta reforma, tudo começa: a reforma política. Sem ela, nós não vamos conseguir a sociedade do futuro que o Brasil quer ver nascer”.

Pelas recentes movimentações de nosso Congresso, fica evidente que não será possível colocar uma reforma política progressista definitivamente na agenda sem uma forte mobilização popular e o momento eleitoral traz a possibilidade de dialogarmos diretamente com a população sobre a necessidade da reforma para os avanços esperados. 

Vale ressaltar a tendência quase que certa das forças conservadoras e de direita no país na tentativa, a todo custo, de rebaixar o debate eleitoral ao nível mais baixo de nossa história. Diversos elementos já apontam pra isso, tais como o acirramento da perseguição política à esquerda, a ascensão do conservadorismo, as mentiras e a desinformação que já se vê em diversos órgãos de imprensa e nas redes sociais. Politizar o debate eleitoral, além de progressista, será um instrumento de defesa do partido e das conquistas atuais.

Diz o documento aprovado no Encontro: “As eleições de 2014 são, também, um momento decisivo para travar o debate de ideias e conquistar hegemonia em torno do nosso projeto de sociedade. Nesse sentido, a proposta feita pela presidenta Dilma ao Congresso Nacional, de um plebiscito para convocar uma Constituinte Exclusiva pela Reforma Política, proposta encampada pelo PT, movimentos sociais, centrais sindicais, partidos políticos, organizações da sociedade, deve fazer parte destacada da ação eleitoral da militância e de nossas candidaturas. A luta pela reforma política deve estar no centro de nossa tática eleitoral e dos programas de governo nacional e estaduais”.

O Governo e principalmente o PT devem se empenhar na construção de uma nova institucionalidade, que supere o atual sistema político, engessado e refém de alianças inevitáveis com o fisiologismo e com oligarquias regionais. Para isso só a mobilização social e política de fora pra dentro do parlamento, que dispute ideias com a sociedade e apresente a nova agenda de transformações sociais, conseguirá viabilizá-la. 

É com esse espírito que iremos às ruas este ano, com a força e a garra da militância petista, mas também com o comprometimento de nossas candidaturas, majoritárias e proporcionais, principalmente a nacional, que dará o tom do debate político que poderá consolidar esse novo ciclo de lutas e avanços sociais e que, mais uma vez, seremos os protagonistas.

*O PT começa a resgatar as Reformas de Base – Debora Pereira: Artigo publicado em 29/03/2014

*Erik Bouzan é secretário municipal da Juventude do PT de São Paulo

Confira a 4ª Edição do Boletim A Ideia é Forte, da JPT Sampa

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JPT Sampa realiza primeira etapa da Caravana Cultural

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Cerca de 50 pessoas participaram quinta, dia 10, do Sarau Itinerante, que faz parte da Caravana Cultural que a Juventude do PT de São Paulo promove, no Diretório Zonal do Centro.

Essa foi a primeira etapa da Caravana Cultural, iremos percorrer os Diretórios Zonais com a ideia de realizar o Sarau como forma de interagir de maneira alternativa, mais lúdica, com a juventude paulistana, dialogando com a vocação cultural dos jovens de cada região.” Afirmou Erik Bouzan, Secretário da JPT Sampa. 


Na atividade houve intervenções das mais variadas formas, desde apresentação de poesia própria, de autores famosos até apresentações musicais, passando pelos diversos gêneros, como rock, samba, rap e funk. Ta Lopes, coordenadora de cultura da JPT Sampa explica a iniciativa: “A caravana cultural vem apresentar uma nova forma de interagir politicamente com iniciativas culturais, fazendo assim uma ponte entre os coletivos jovens. Sejam eles: grupos musicais, circenses, teatrais, poetas, cinegrafistas e articuladores culturais em geral”. Felipe Araújo, coordenador de mobilização, ressalta: “Contamos com a presença de compas já conhecidos, militantes, mas também de jovens que não eram filiados e que tinham participado pela primeira vez de uma atividade partidária.” Afirmou Felipe Araújo, coordenador de Mobilização da JPT Sampa.


A Presidenta do DZ Centro, companheira Carmen se fez presente e pediu para que se repetisse a atividade e colocou o espaço á disposição. “Precisamos de mais espaços como esse e nosso Zonal estará sempre aberto”, afirmou. 
A JPT Sampa seguirá com as etapas e convida toda a juventude e a militância a participar! A Próxima Caravana está marcada para o dia 10 de Maio, no DZ Campo Limpo. 


Agende e se achegue em nossa Caravana Cultural!

Veja mais fotos em: http://www.facebook.com/jptsampa

 

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